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Câmara de Vereadores de Ponta Grossa tem semana agitada por denúncias

Em apenas uma semana, um vereador teve bens bloqueados por imobilidade administrativa e outro se pronunciou após ser suspeito de oferecer atestado falso alegando que o paciente tinha comorbidades

Caroline
Caroline Maltaca / Estagiária
Câmara de Vereadores de Ponta Grossa tem semana agitada por denúncias
Câmara de Vereadores de Ponta Grossa tem semana agitada por denúncias (Foto: Freepick)

28 de maio de 2021 - 18:59 - Atualizado em 28 de maio de 2021 - 18:59

A última semana na Câmara de Vereadores de Ponta Grossa foi marcada por muitas denúncias. Um jovem, chamado Murillo Antonio, de 25 anos, postou recentemente um vídeo em suas redes sociais relatando que havia comprado um atestado médico para tomar a vacina da Covid-19 como portador de comorbidades.

De acordo com Murillo, a compra do atestado médico teria ocorrido através do Whatsapp e o pagamento realizado através de transferência via PIX.

Embora não tenha citado nomes, o vereador e médico Dr. Erick se antecipou em suas redes sociais e afirmou que foi vítima de uma tentativa de golpe.

Segundo o vereador, Murillo havia o procurado dizendo que possuia uma cardiopatia, na qual Dr. Erick acreditou e prescreveu o atestado que possibilitava o jovem ser vacinado contra a covid-19.

Assista o pronunciamento do vereador:

Murillo Antonio prometeu conceder uma coletiva de imprensa na qual fará uma denúncia sobre ter comprado um atestado médico para se vacinar contra a Covid-19.

Caso da rachadinha

Outro caso que vem dando o que falar no munícipio de Ponta Grosa é o do vereador Felipe Passos. Nesta sexta-feira (28), a 2ª Vara da Fazenda Pública do Município determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 50 mil, do vereador investigado pelo Ministério Público do Paraná por práticas de improbidade administrativa.

A decisão, em caráter liminar, decorre de ação civil pública ajuizada pelo MPPR por meio da 12 ª Promotoria de Justiça da comarca, que apurou indícios de que o agente político valeu-se de seu cargo público para obter vantagens indevidas.

De acordo com a investigação da Promotoria, o agente político, que está em seu segundo mandato, manteria a prática de exigir dinheiro, bens e pagamentos por parte de sua equipe e de outros servidores do Executivo Municipal em contrapartida a indicações ou nomeações para cargos públicos – tanto na legislatura anterior quanto na atual.

Há registros, inclusive, de servidores que mantiveram pagamentos mensais ao vereador durante todo o ano de 2020, o que constitui a prática ilegal conhecida como “rachadinha”.

Na ação ainda são descritos casos de assédio moral e sexual supostamente praticados pelo parlamentar contra servidores que eram seus subordinados, além de coação para que os funcionários trabalhassem em sua campanha eleitoral ou outras atividades fora do horário de expediente do gabinete, sem as respectivas contraprestações ou registros trabalhistas. 

Improbidade 

A apuração, que contou com depoimentos de vários servidores que trabalharam diretamente com o vereador, levou o MPPR a concluir que “além de importar em enriquecimento ilícito, a conduta do requerido causou dano ao erário”. Isso porque, como acrescenta a Promotoria na inicial, “certamente os salários dos servidores não são pagos para que eles não cumpram integralmente suas jornadas de trabalho e se dediquem à reeleição dos vereadores”.

Se condenado quando da análise do mérito da ação civil, o agente público pode sofrer as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, entre elas a perda do cargo público, a suspensão dos direitos políticos, a proibição de contratar com o poder público, além do pagamento de multa e ressarcimento dos danos causados ao erário.

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