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Café arábica sobe mais de 4% na ICE para atingir a máxima de quase uma década

Reuters
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Café arábica sobe mais de 4% na ICE para atingir a máxima de quase uma década
Café arábica

17 de novembro de 2021 - 18:49 - Atualizado em 17 de novembro de 2021 - 18:50

SÃO PAULO/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica na ICE subiram mais de 4% nesta quarta-feira, para sua máxima em quase uma década, impulsionados pelo aperto na oferta nos principais mercados consumidores, enquanto os preços do açúcar também subiram.

CAFÉ

* O café arábica para março subiu 4,4% para 2,3475 dólares por libra-peso, após tocar o pico de 2,3580 dólares, a máxima desde janeiro de 2012.

* Operadores disseram que os atrasos nos embarques da América do Sul, bem como o clima adverso das safras na Colômbia e na Ásia, ajudaram a alimentar a alta nos preços.

* “Altos custos de frete e atrasos nos embarques da América do Sul para a Ásia estão contribuindo para os preços do café”, disse o gerente de ativos WisdomTree em relatório na quarta-feira, acrescentando que as chuvas excessivas causadas por La Niña também prejudicaram a produtividade da Colômbia, segundo maior produtor do mundo de café arábica.

* O café robusta para janeiro subiu 0,7% para 2.256 dólares a tonelada.

AÇÚCAR

* O açúcar bruto para março avançou 2,3% para 20,42 centavos de dólar por libra-peso, após atingir 20,51 centavos de dólar, a máxima para o primeiro contrato em mais de um mês.

* Operadores observaram que a temporada de açúcar na Índia teve um início forte, com a alta continuando a ser limitada pelo potencial de uma recuperação nas exportações do país do sul da Ásia se os preços subirem para cerca de 20,50 centavos de dólar.

* A produção nas usinas de açúcar indianas de 1º de outubro a 15 de novembro aumentou quase um quarto no ano para 2,09 milhões de toneladas, já que muitas operações começaram a moer mais cedo do que o normal, disse um órgão comercial na quarta-feira.

* O açúcar branco para março subiu 2% para 524,70 dólares a tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Nigel Hunt)

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