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Após reforma, Cadeia Feminina é inaugurada em Londrina

Além do número de vagas ampliado, o local implantou locais adequados para atividades ecumênicas e de estudo e trabalho.

André
André Justus com informações AEN
Após reforma, Cadeia Feminina é inaugurada em Londrina
Foto: Divulgação/SESP

16 de outubro de 2020 - 10:16 - Atualizado em 16 de outubro de 2020 - 10:16

A Cadeia Feminina de Londrina foi inaugurada nesta quinta-feira (15). Totalmente reestruturado, o novo espaço, localizado no antigo 3º Distrito Policial, conta com 176 vagas e espaços mais adequados para a custódia de mulheres presas da região Norte.

“Esse é o modelo que nos espelha, com presos estudando e trabalhando, para que a sociedade receba-os novamente, após o cumprimento da pena, muito melhor do que entraram”, destacou o secretário da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares.

Além de ampliar o número de vagas em mais de quatro vezes, a reforma incluiu a implantação de locais adequados para atividades ecumênicas e de estudo e trabalho, além da reestruturação da sala de videochamadas e da farmácia. No entanto, além da estrutura física, a mudança também se deu no perfil da unidade prisional.

“Esse prédio já foi considerado um caos na cidade, inclusive com muitas rebeliões. Hoje, em contrapartida, é um prédio totalmente revitalizado, com canteiros laborais e um trabalho muito voltado à ressocialização das presas”, afirmou o diretor-geral do Depen, Francisco Caricati.

Projetos na Cadeia Feminina de Londrina

A cadeia já aderiu a diversos projetos com o intuito de ressocializar as internas e prepará-las para a saída do sistema penal. Um deles é o Projeto Recomeço, que contempla a fabricação de peças em crochê, desenvolvido em parceria com o Conselho da Comunidade. Além disso, elas também fabricam polvos, os quais são doados às UTIs neonatais da região.

Foto: Divulgação/SESP

O Cabide Solidário promove a arrecadação de roupas usadas para atender mulheres que saem do sistema penal, muitas vezes sem nenhuma peça. Foi também implantado o Marmita Zero, que prevê a redução da produção de lixo, com a mudança das embalagens de marmitas, que passam a ser servidas da cuba direto no prato da presa.

Uma das empresas que fecharam convênio com a nova unidade antes mesmo da inauguração oficial conta com um canteiro de trabalho ainda está em fase de implantação. Porém, nove internas já foram efetivadas. Além disso, detentas que participam do curso ofertado por eles recebem diploma de qualificação e carta de recomendação às presas.

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