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CADA UM ENTENDE DE UM JEITO

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CADA UM ENTENDE DE UM JEITO

28 de dezembro de 2020 - 12:28 - Atualizado em 28 de dezembro de 2020 - 16:45

MINUTO DO RIVA: INTERPRETAÇÃO DE TEXTO É LIVRE, NÃO PODE HAVER LEVIANDADE.

Todo comunicador tem que tomar muito cuidado e eu, particularmente, só falo com certeza.

Hoje, falei, mais uma vez, da morte de 2 jovens, no bairro Tatuquara. Eles foram mortos pela madrugada, entre dia 24 e 25 de dezembro, por volta das 3 horas da manhã. Voltavam de uma festa. No caminho, bateram num carro preto, com vidros escuros, foram perseguidos, caíram e terminaram executados. Imediatamente, e isso pode ser positivo, apareceram muita viaturas e o IML fez a retirada dos corpos. Nada anormal, não fosse pela suspeita de algumas pessoas da região de que os assassinos podem ser policiais. As vítimas, e assim vão ser tratadas até prova contrária, não tinham passagens policiais; os familiares alegam que ambos trabalhavam como entregadores. As câmeras de segurança da esquina, segundo a moradora, não gravaram nada, apesar de serem modernas e novas – o que pode ser suspeito, necessário se faz confiar nela. Moradores relatam estar com medo.

Não! Em nenhum momento acusei ninguém. Disser que a PC tem que fazer uma investigação séria, idônea, isenta, com a corregedoria, já que testemunhas suspeitam disso. E só! Não houve acusação, em nenhum momento. Hoje, a maioria das armas usadas pela PM são .40, mas ainda há calibres 380 ( Imbel e Taurus – especialmente revólveres) em alguns batalhões (pergunte por aí ao BPMA – alguns PMS tiveram essa troca no fim do ano passado e em 2020), hoje acontece uma migração para as calibre 9mm. Esse movimento de modernização começou em 2005, quando os revólveres 38 foram abandonados – apesar de ainda existirem sob domínio de PMS em algumas localidades e terem sido repassados para várias Guardas Municipais. Fato! Aqui, posso fazer uma “mea culpa” por não ter explicado com mais profundidade aos telespectadores que, em pistolas, esse calibre é muito esporádico e raro. No assunto revólveres, eram usados até o início dos anos 2000 e depois trocados por 357. Essa falha pode trazer uma avaliação errada por quem ouve, de fato. Me baseei em um estudo de Carlos Alfonso Rocha, monografia de 2005, em que fala das armas do crime x armas da polícia. No período, era Capitão da PM. Estudo importante, da época da troca mais acentuada de armamento. É clicar na internet e ver ( https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/58600 – link aqui)

Faço uma pergunta: se hipoteticamente for um policial ou mais de um a cometer (em) esse crime, usaria (am) a arma da corporação, com o mesmo calibre da que porta (m) no trabalho? Fica a seu critério a resposta.

Valorizo a PM e todas as polícias, inclusive o fiz no mesmo programa.

O batalhão que cuida da região do Tatuquara é o 13 BPM, que já teve outras confusões de abuso em seu histórico. Eu, em 2018, fiz a reportagem especial no batalhão sobre o novo jeito de pensar a segurança, com tecnologia, georeferenciamento, polícia comunitária, próxima da população, para mudar esse estigma, essa mácula. E assim tem acontecido! Ainda bem, certo!? Tive o privilégio de receber uma menção honrosa, que muito me orgulha, em cerimônia. Todavia, trabalhamos com fatos. Sempre incentivarei a boa polícia, entretanto, por ventura, aquela que cometer excessos, minha função será cobrar e exigir justiça. Nesse país, ao menos por enquanto, não há pena de morte e não vivemos um estado totalitário, policialesco. Existem regras e limites na atuação de todos, civis e militares. O uso da força desproporcional, que é legal, tem que ser justificado.

A investigação começou e vai trazer o que de fato aconteceu ali. Minha torcida é que policiais não tenham cometido tais crimes, afinal, incentivo e valorizo esses incríveis profissionais.

Dizer que acusei, é questão de interpretação – no caso, errada. Sei de minha isenção e credibilidade, o que me deixa tranquilo nesse fato.

A reportagem começa no minuto 27’52”. Veja e tire suas conclusões.

Sobre o elogio ao belo trabalho está lá, no minuto 51′.

Temos que ser justos, sempre. Agora, não espere defesa ser por acaso alguém não merecer.

A avaliação tem que ser justa, apesar de entender que, algumas pessoas, possam a vir me interpretar mal. O que foi falado está gravado, algo que me deixa em total segurança e certeza de não ter errado ou acusado alguém.

O perigo está nos cancelamentos e na dimensão das redes sociais, que, num erro, pode cometer injustiças e barbaridades, já que todos podem fazer e falarem o que quiserem, mesmo sem fato concreto ou inventado e se esconderem. Essa é a graça, entretanto, o maior risco era digital. Lembro: a lei sempre é maior que qualquer um, mesmo na internet.

Cuidado com discursos vazios, de ódio e sem a análise correta. Leviandades não podem ter mais espaço.

Eu valorizo o bom policial e abomino aquele que não presta o seu serviço com legalidade. São investidos pela comunidade, pagamos o treinamento, eles têm fé pública, assim, na minha percepção, os que tornam-se criminosos deveriam ter agravantes em suas penas, o mesmo acontecendo com bandidos que matam e ferem agentes de segurança pública. Sempre defendi isso e não vou mudar.

Sou do time lei, ordem, segurança e justiça e torço par que seja só uma suspeita, que nada se confirme nesse rumo. Torcida nunca é igual a realidade e, se for essa, vamos encarar – doa a quem doer.

Encerro por aqui.

Sorte e paz!

Vamos juntos!

Minhas redes sociais: @rivarivaroli e @rivarolioficial (instagram)

Veja a partir do minuto 28.

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