Régis
Régis Rothfilber

14 de outubro de 2019 - 00:00

Atualizado em 9 de junho de 2020 - 14:49

Régis Rothfilber

Pela educação ou segundas intenções

“Eh governo aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí. Não, não dá não, vai trabalhar, no meu governo não tem boquinha não”

Pela liberdade, pela resistência, contra um governo fascista, contra os cortes das verbas das universidades públicas. Com certeza você está cansado de ouvir esse e outros devaneios da esquerda que não aceita o resultado da eleição presidencial de 2018 que deu a vitória ao presidente Jair Bolsonaro com 58 milhões de votos válidos 29.941.265 abstenções e 2.486.593 de votos nulos dando uma surra democrática no PT no segundo turno. Isso é a mesma coisa que um competidor chegar em  décimo lugar em uma competição esportiva e começar uma campanha contra o vencedor dizendo que roubaram sem levar em conta que perdeu.

 Analisando friamente, as “greves” das universidades públicas em apoio a “educação” e contra o programa Futura-se e do governo Jair Bolsonaro não revelaram-se exatamente contra os “cortes” pela educação (contingenciamento) ocorridas nos dias 02 e 03/10/2019. Os fatos divulgados pela imprensa esquerdista e os vídeos feitos pelos manifestantes em nada se pareciam  com um protesto em prol pela educação. Na verdade mostrou-se uma fachada por partidos políticos de esquerdas e seus sindicatos para desestabilizar o governo Jair Bolsonaro e as votações em segundo turno no Senado da reforma da previdência entre outras medidas que o Congresso Nacional vem votando pelo bem do país, sabe-se lá as verdadeiras intenções dos congressistas, mas para o bem ou para o mal as estão votando com o executivo e isso que realmente importa. Contra as privatizações dos Correios e a Petrobrás (os maiores canais de corrupção dos governos PT), contra a reforma da previdência, contra o pacote anti-crime (imagina se criminosos vão querer uma pacotes de medidas que pode levá-los para cadeia), contra a liberdade econômica, pela volta dos repasses do governo para UNE, que diga-se de passagem, deixou de receber milhões quando o presidente Bolsonaro tomou posse, “movimentos populares”, pela volta do imposto sindical e Lula Livre. 

Pelo fim dos “cortes” nas verbas das universidades públicas e contra os programa Futura-se foi o grupo menor. Mas aí você pergunta: Como isso aconteceu?  Investigando a fundo caro leitor descobri que os partidos de esquerda acionaram a CUT e outros sindicatos ligados a educação para convocarem uma paralização em 28 universidades federais em todo país manipulando os alunos para invadirem as salas de aula com o objetivo de atrapalhar os professores e alunos que não queriam aderir a paralisação.

Listas do banco de dados das universidades foram utilizados para enviar  e-mails convocando os alunos para as manifestações o que criou uma situação de coação nos alunos. Além de criarem uma situação constrangedora os e-mails solicitavam aos professores que não deveriam dar falta ou criassem alguma situação que prejudicasse os alunos participantes das manifestações. Agora pergunto a você caro leitor. Você não teria medo dessa situação sabendo que os organizadores deste ato tem todos os seus dados inclusive com seu endereço? Eu teria.

Alguns alunos e professores entraram com medidas de segurança em seus estados para terem o direito de darem aula no caso dos professores e os alunos poderem estudar.

Segundo um comunicado da UNE os motivos para paralisações são contra o programa Futura-se o que segundo a instituição é uma forma de privatizar a educação e as empresas multinacionais iriam criar uma suposta parceria com as universidades federais para roubar as pesquisas. O que absolutamente ridículo. É muito interessante que um outro comunicado menciona que em nome do povo brasileiro e da soberania nacional os sindicatos de várias categorias aderiram às paralisações.  O quê o MST e o MTST, braços do presidiário mais famoso do Brasil estavam fazendo em uma manifestação pela “educação”? Inspirando-me na marchinha de carnaval “Eh, você aí, me dá um dinheiro aqui…”

Eu compus a seguinte marchinha, Eh governo aí me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí. Não, não dá não, vai  trabalhar, no meu governo não tem boquinha não

Brincadeiras a parte, o Futura-se é um programa proposto pelo MEC no governo Bolsonaro que busca o fortalecimento da autonomia administrativa, financeira e da gestão das universidades e institutos federais. Essas ações serão desenvolvidas por meio de parcerias com organizações sociais. O programa se divide em três eixos : Gestão, Governança, Empreendedorismo com Pesquisa e Inovação, Internacionalização, essa última não diz respeito a privatizar as universidades públicas e sim facilitar intercâmbios de professores e alunos buscando mais conhecimento.  Quem quiser saber mais do projeto entre no link (acesse aqui).

 E se as universidades aderirem as ao Futura-se como o corporativismo dos membros docentes que não prezam pelas universidades, os sindicatos e os partidos do ex-governo vão fazer suas falcatruas com o dinheiro dos contribuintes?

 

 E aí, descomplicou?