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Por não conseguir abortar, jovem mata e queima recém-nascido

A polícia concluiu o inquérito e mulher foi indiciada por homicídio triplamente qualificado

Aline
Aline Taveira / Produtora com informações do Metrópoles
Por não conseguir abortar, jovem mata e queima recém-nascido
(Foto: Divulgação/GIH)

24 de maio de 2021 - 15:40 - Atualizado em 24 de maio de 2021 - 15:40

Uma jovem de 24 anos queimou o próprio filho recém-nascido, em um terreno baldio de Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia e foi indiciada por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. O resultado do inquérito foi anunciado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da cidade nesta segunda-feira (24).

Em imagens registradas por câmeras de segurança, a jovem aparece estacionando o carro em frente a um terreno baldio e levando o bebê e o álcool usando para atear fogo ao terreno. A polícia descobriu o caso depois que um cachorro de rua farejou, no último dia 12, o corpo carbonizado do bebê no lote e saiu arrastando o corpo pelas ruas do bairro. Uma vizinha viu, achou estranho e, ao notar que se tratava de um corpo, acionou a polícia.

A mulher foi presa e encaminhada para uma unidade prisional em Aparecida de Goiânia. A polícia descobriu através de laudos periciais que o bebê já estava morto quando foi queimado. Em depoimento, a jovem disse que não sabia se a criança estava ou não viva, pois não teve coragem de abrir a caixa para se despedir.

 De acordo com a perícia, no entanto, o recém-nascido morreu por asfixia. A investigação descobriu, ainda, que o lote escolhido para queimar a criança pertence a um irmão da mulher, que mora no exterior, segundo o Metrópoles.

Confira o vídeo que mostra a ação da jovem:

A jovem, que era evangélica, universitária e com medo da reação dos pais, tentou abortar, mas não conseguiu. Ainda segundo o Metrópoles, ela escondeu a barriga e alegou que havia engordado até o final da gravidez. O bebê nasceu saudável na Santa Casa de Anápolis e ela o escondeu em casa até o dia em que o queimou no lote baldio.

Na delegacia, o namorado, pai da criança, foi ouvido e se mostrou surpreso ao saber que o bebê chegou a nascer. Para ele, a namorada havia dito que a gravidez era indesejada e que, por isso, tinha abortado no sexto mês de gestação.

A jovem relatou à polícia que, do jeito que pegou a criança na alta do hospital, ela a deixou em casa até o dia em que decidiu queimá-la. O bebê teria recebido alimento apenas no primeiro dia de vida, já que a mãe tentou amamentá-lo, mas desistiu e o colocou em um quarto dos fundos. Lá, o bebê permaneceu por cerca de dois dias, sem receber nada de alimentação.

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