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“Perfil doentio”, diz polícia sobre pai preso suspeito de estuprar filhos

Depois de ser preso suspeito de abusar as filhas, um filho de um relacionamento anterior relatou a polícia que também sofreu abusos

Aline
Aline Taveira / Produtora com informações do G1MS
“Perfil doentio”, diz polícia sobre pai preso suspeito de estuprar filhos
(Foto: Divulgação/Polícia Civil)

31 de maio de 2021 - 17:03 - Atualizado em 31 de maio de 2021 - 17:03

 A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul anunciou que o homem de 43 anos suspeito de torturar e abusar das filhas adolescentes em um assentamento de Selvíria, também cometeu os mesmos crimes contra outro filho, fruto do primeiro relacionamento. O responsável pelas novas descobertas foi o próprio filho, que procurou a polícia para fazer o relato, cinco meses após o pai ser preso.

O homem está preso desde o fim do ano passado, quando começaram as investigações, junto com sua esposa, acusada de ter sido conivente. Juntos, eles possuem quatro filhos: duas meninas, de 11 e 14 anos; e dois meninos, de 4 e 17 anos.

Ao G1, a delegada Nelly Gomes, responsável pelas investigações, disse que, no caso dele e de muitos pedófilos, ser “criança é atrativo”. Ela também afirmou que o homem investigado tem perfil doentio.

“Nós instauramos novo inquérito com a presença deste filho na delegacia. Ele ressaltou que, quando criança, foi abusado pelo pai e, inclusive, este foi o motivo da mãe dele ter rompido o casamento. Isso ocorreu quando ele morava em Paranaíba e ela teria percebido esse comportamento duvidoso por parte do pai e, então, o afastou do convívio da criança”, afirmou a delegada.

Ainda conforme a delegada, o casal tem perfil de pedófilos. 

“Tenho ao todo 12 anos de polícia e posso dizer que este foi o pior caso que eu peguei. Foi algo que nos fez buscar até estudos e ver estimativa que um abusador, aos 60 anos, pode chegar a abusar de até 100 crianças. É necessário barrar isso.”

Com o relato do filho do antigo relacionamento, o homem teve mais um indiciamento por estupro de vulnerável

“O menino também denunciou maus-tratos e até tortura”, disse a delegada.

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