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Nuvem de gafanhotos: governo declara emergência fitossanitária em SC e RS

A emergência fitossanitária é por um prazo de um ano

Renata
Renata Nicolli Nasrala / Editora com informações da Agência Brasil
Nuvem de gafanhotos: governo declara emergência fitossanitária em SC e RS
Foto: Twitter/dobdecordoba

25 de junho de 2020 - 07:25 - Atualizado em 25 de junho de 2020 - 07:44

Em medida publicada do Diário Oficial da União desta quinta-feira (25), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declarou que a nuvem de gafanhotos passa a ser considerada uma emergência fitossanitária em Santa Catarina e Rio Grande do Sul devido ao risco de surto da praga Schistocerca Cancellata nas áreas produtoras dos dois estados.

Nuvem de gafanhotos emergência fitossanitária: veja plano de supressão

O estado de emergência tem o objetivo de permitir a implementação de plano de supressão da praga e adoção de medidas emergenciais.

De acordo com o ministério, a emergência fitossanitária é por um prazo de um ano.

Além disso, conforme informações divulgadas, a nuvem de gafanhotos está a cerca de 250 quilômetros da fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina, e a preocupação das autoridades do setor agropecuário e de produtores rurais é o dano que os insetos possam causar às lavouras e pastagens se houver infestação.

A dieta do inseto varia, conforme a espécie, entre folhas, cereais, capins e outras gramíneas.

Conforme informações repassadas à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, a nuvem é originária do Paraguai, das províncias de Formosa e Chaco, onde há culturas de cana-de-açúcar, mandioca e milho.

Nota oficial

Em nota, o minstério informou que está acompanhando o fenômeno em tempo real e que “emitiu alerta para as superintendências federais de Agricultura e aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que sejam tomadas medidas cabíveis de monitoramento e orientação aos agricultores da região.

De acordo com a pasta, especialistas argentinos estimam que os insetos sigam em direção ao Uruguai. A ocorrência e o deslocamento da nuvem de gafanhotos são influenciados pela temperatura e circulação dos ventos.

O fenômeno é mais comum com temperatura elevada. Segundo o setor de Meteorologia da secretaria gaúcha, há expectativa de aproximação de uma frente fria pelo sul do estado, que deve intensificar os ventos de norte e noroeste, “potencializando o deslocamento do massivo para a Fronteira Oeste, Missões e Médio e Alto Vale do Rio Uruguai”.

A nota diz ainda que o gafanhoto está presente no Brasil desde o século 19 e que causou grandes perdas às lavouras de arroz na Região Sul no período de 1930 a 1940. “No entanto, desde então, tem permanecido na sua fase ‘isolada’, que não causa danos às lavouras.”

O ministério informa que especialistas estão avaliando “os fatores que levaram ao ressurgimento desta praga em sua fase mais agressiva” e que o fenômeno pode estar relacionado a uma conjunção de fatores climáticos.

A Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul orienta os produtores rurais gaúchos a informar a Inspetoria de Defesa Agropecuária da sua localidade se identificar a presença de tais insetos em grande quantidade.

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