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Mãe é presa por estuprar e afogar filha de 5 meses no banho

Polícia afirma que mulher saiu com a criança morta no carrinho até a casa de uma amiga

Laura
Laura Luzzi / Estagiária com informações do G1 e supervisão de Aline Taveira
Mãe é presa por estuprar e afogar filha de 5 meses no banho
(Foto: Fabiano Arruda/ G1-MS)

25 de junho de 2021 - 15:00 - Atualizado em 25 de junho de 2021 - 15:01

Na noite desta terça-feira (22), uma mulher de 21 anos foi presa em flagrante após estuprar e matar a filha de 5 meses enquanto dava banho na criança, na Vila Bandeirante, região sul de Campo Grande. A jovem foi autuada pelos crimes de homicídio doloso e estupro de vulnerável.

Segundo a delegada Fernanda Piovano, responsável pelas investigações, foi um médico plantonista da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vila Leblon quem viu as lesões e acionou socorro. Ao investigar o caso, a polícia soube que a mulher saiu com a criança morta no carrinho e foi até a casa de uma amiga.

“Esta pessoa achou estranho a criança estar quieta por tanto tempo e notou o óbito, levando as duas para o UPA Leblon. Ela deu entrada por volta das 22h, mas, o óbito aconteceu bem antes, conforme os médicos que atenderam. Agora, o bebê vai passar por exame necroscópico”

afirmou a delegada ao G1

De acordo com a polícia, ao ser questionada sobre os fatos, a jovem, que ainda possui outros dois filhos, confessou o crime. Contudo, ela permaneceu em silêncio quando foram mencionadas as lesões na genitália da vítima. A mulher não tinha antecedentes criminais. A amiga da suspeita também prestou depoimento.

Segundo uma servidora da UPA do Leblon, de 40 anos, que estava no local no momento do atendimento, este foi o pior dia de trabalho para ela e seus colegas.

“A roupa dela e a coberta estava com alguns pelos pubianos e nós acreditamos que não seja apenas um abuso. Havia hemorragia interna, a barriga da menina estava enorme e eu nunca vi nada igual. Até mesmo profissionais antigos, nunca tinha visto eles tão abalados. É muita repulsa e eu não dormi a noite inteira”

lamentou

De acordo com a funcionária pública, à equipe do G1, a mãe da criança não falava “coisa com coisa” e que, aparentemente, a criança nunca havia passado por exames no seu breve tempo de vida.

O caso foi atendido pela Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) e será encaminhado para a Depca (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente).

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