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Gilmar Mendes classifica como “estarrecedoras” cenas da audiência de Mariana Ferrer

O ministro Gilmar Mendes escreveu que “o sistema de Justiça deve ser instrumento de acolhimento, jamais de tortura e humilhação

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações de ARede
Gilmar Mendes classifica como “estarrecedoras” cenas da audiência de Mariana Ferrer
(Foto: Reprodução)

3 de novembro de 2020 - 15:23 - Atualizado em 3 de novembro de 2020 - 15:25

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, classificou como “estarrecedoras” as cenas da audiência de Mariana Ferrer, reveladas pelo portal The Intercept Brasil. O ministro usou se manifestou nas redes sociais, na tarde desta terça-feira (3).

Gilmar Mendes escreveu que “o sistema de Justiça deve ser instrumento de acolhimento, jamais de tortura e humilhação. Os órgãos de correição devem apurar a responsabilidade dos agentes envolvidos, inclusive daqueles que se omitiram”.

Caso Mari Ferrer

O caso Mari Ferrer voltou a tona nesta terça-feira (3), e foi parar nos assuntos mais comentados no Twitter com a hashtag “estupro culposo”, após serem divulgados detalhes do julgamento, em que a produtora de eventos acusa André de Camargo Aranha por estupro, durante uma festa em 2018. Ele foi absolvido por uma tese levantada pelo promotor de que na noite o crime teria sido cometido de forma culposa, ou seja, quando não há intenção.

OPINIÃO: “Estupro culposo” além de ser absurdo, não existe no sistema jurídico

Durante o julgamento que aconteceu em setembro, o promotor responsável alegou que André Camargo Aranha não tinha como saber que Mari Ferrer estava em situação de vulnerabilidade, ou seja, sem condições de aceitar ou negar o ato sexual e por isso caracterizou o crime como “estupro culposo”. Obviamente, que a lei não prevê um crime desta natureza, então o empresário foi inocentado.

O Intercept Brasil teve acesso a imagens do julgamento e nelas é possível ver o advogado de André Aranha humilhando Mari Ferrer. Ele mostrou fotos dela em trabalhos como modelo profissional para ataca-la.

Segundo o advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho as imagens seriam “ginecológicas”, como definiu. Além disso, durante a sessão ele afirmou que “jamais teria uma filha” do “nível” de Mari Ferrer. O julgamento aconteceu de forma online e as imagens foram captadas e divulgadas pelo Intercept.