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Criança autista vítima de maus tratos é encontrada comendo fezes de cachorro para sobreviver

Na casa, foram encontradas outras três crianças, que também viviam em cárcere privado

Redação RIC Mais
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Criança autista vítima de maus tratos é encontrada comendo fezes de cachorro para sobreviver
(Foto: Reprodução)

22 de setembro de 2021 - 14:54 - Atualizado em 22 de setembro de 2021 - 14:54

Uma criança de quatro anos de idade, vítima de maus-tratos, foi resgatada em Barra de São Francisco, no Espírito Santo, no último dia 29, após ser encontrada por policiais militares comendo fezes de cachorro. Ela morava com outras três crianças, que também foram resgatadas, e com os pais, autuados em flagrante por maus-tratos, cárcere privado e lesão corporal.

O casal recebeu alvará de soltura após audiência de custódia e as crianças passaram por atendimento médico e foram levadas para um abrigo da cidade.

As duas crianças mais velhas, de 12 e 10 anos, são fruto de um relacionamento anterior da mãe, de quando ela morava em São Paulo. Quando ficou sabendo do caso, o pai delas foi em busca de advogados e deve pleitear a guarda provisória das filhas. Segundo a advogada do homem, a mãe sumiu há cerca de 7 anos quando os dois moravam juntos na cidade de Carapicuíba, em São Paulo.

Entenda o caso

A Polícia Militar (PM) foi acionada pelo Conselho Tutelar do município para fazer o acompanhamento até uma residência após a denúncia, feita pela diretora da escola de uma das crianças, de que um casal estaria mantendo os filhos em condições sub-humanas e em cárcere privado. No local, os policiais encontraram uma criança de quatro anos, diagnosticada com autismo, comendo um pedaço de fezes de cachorro. Segundo os policiais, havia muita sujeira e fezes de animais dentro da casa.

Segundo a Folha Vitória, as crianças informaram aos militares que estavam sem se alimentar há vários dias e que só ficavam dentro de casa. A polícia também constatou que as crianças não tomavam banho há muito tempo, estavam muito magras e com piolhos. Uma das crianças mais novas não conseguia andar de tanta fraqueza.

A médica que atendeu as crianças informou que elas apresentavam características de cativeiro, com unhas grandes e sujas, muita sujeira pelo corpo, piolho e dentes podres.