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Brasileira de 2,13 metros de altura conta como é a vida com o gigantismo

 

Ao jornal britânico Daily Star, Elisane contou como descobriu sua condição e expõe detalhes de sua vida

Aline
Aline Taveira / Produtora com informações do Daily Star
Brasileira de 2,13 metros de altura conta como é a vida com o gigantismo
(Foto: Reprodução)

10 de junho de 2021 - 13:49 - Atualizado em 10 de junho de 2021 - 13:49

Desde os 10 anos, a brasileira Elisane Silva começou a perceber que era muito mais alta que seus colegas e até mesmo sua família. Naquela fase, ela já estava com 1,52m, mas continuou crescendo e agora, aos 26 anos de idade, mede 2,13m.

Sua mãe Ana Maria Ramos tem apenas 1,70m e seu pai Luiz Jorge tem 1,67m, então eles não achavam que era por causa dos genes. Logo, descobriu-se que era devido a um tumor benigno em sua glândula pituitária, que causava gigantismo e superprodução do hormônio do crescimento.

Crescer não foi fácil para Elisane, pois ela era frequentemente intimidada por pessoas que a xingavam como “girafa” e “poste de luz”.  Em entrevista ao jornal britânico Daily Star, ela contou que desistiu da escola porque se sentia mal com os comentários e palavras que as pessoas diziam constantemente.

“Decidi desistir e foi a decisão mais difícil que já tive de tomar, pois queria continuar a estudar. Na época, eu tinha 17 anos, então meus pais não tinham muito a dizer sobre o assunto e eu estava realmente perdida sobre o que fazer na vida.”

Em 2015, a modelo se casou com Francinaldo da Silva Carvalho, 31, e que mede 1,64cm. Ela conheceu seu marido em 2011 e o casal rapidamente se apaixonou, apesar da diferença de altura.

“Senti uma conexão instantânea no momento em que o conheci, que nem percebi sua altura. Embora ele estivesse curioso sobre minha altura e condição, ele não fez comentários maldosos, nem me julgou. Eu me apaixonei por ele naquele momento, já que ele foi a primeira pessoa a me tratar como um ser humano e não como uma aberração da natureza.”

(Foto: Reprodução)

Além disso, ela conta que costumavam ser alvo de comentários na rua, mas se acostumaram. Embora ela tenha passado muitos anos sentindo-se constrangida com sua altura, ela diz que sua família a ajudou a aprender a amar quem ela é.

“Aprendi a me amar por minha altura única, já que não há ninguém como eu e acho isso muito especial. Encontrei um homem bom para amar, tenho um filho maravilhoso, uma família linda e sou grata a Deus.”

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