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Avião de Marília Mendonça bateu em fios de alta tensão antes de cair

Relatório do sistema de informações aeronáuticas do aeroporto já apontava que havia torres de alta tensão oferecendo risco a aproximação

Eduardo
Eduardo Igor / Produtor Com supervisão de Giselle Ulbrich
Avião de Marília Mendonça bateu em fios de alta tensão antes de cair
(foto: Reprodução)

5 de novembro de 2021 - 20:49 - Atualizado em 5 de novembro de 2021 - 20:50

A cantora Marília Mendonça, de 26 anos, e mais outras quatros pessoas morreram nesta sexta-feira (5) após o avião em que estavam cair na serra de Caratinga, em Minas Gerais. De acordo com apuração do portal R7, a aeronave bateu em cabos de alta tensão de uma empresa de distribuição de energia da cidade, a Cemig.

A informação foi confirmada pela empresa, por meio da assessoria de imprensa.

“A Cemig informa que o avião bimotor que transportava a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas atingiu um cabo de uma torre de distribuição da Companhia no município de Caratinga”.

Um relatório do sistema de informações aeronáuticas do aeroporto de Ubaporanga, onde o avião deveria pousar, apontava que havia torres de alta tensão em montagem oferecendo risco a aproximação.

A aeronave é da empresa PEC Táxi Aéreo, modelo C90A e fabricada em 1984. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) a situação de aeronavegabilidade (condições para voo) é normal e o certificado foi emitido ainda em agosto do ano passado.

Duas horas antes, Marília postou em suas redes sociais no qual aparece a caminho da aeronave e já dentro do avião.

Segundo apuração do Record News, uma pesquisa pública mostra que a empresa proprietária da aeronave a (PEC Táxi Aéreo) acumula três processos em relação a esse modelo, no estado de Goiás.

O que chama a atenção nos relatórios é a descrição sobre os riscos do para-brisa da aeronave alegando que o vidro embaçava e que prejudicava o visual do piloto na hora de realizar pousos e decolagens.

De acordo com o capitão da Polícia Militar de Minas Gerais, Jeferson Luiz Ribeiro, o piloto precisou fazer um pouso forçado na região rural de Caratinga (MG) e acabou batendo nas pedras de uma cachoeira.

Fernando Catalano, professor de Engenharia Aeronáutica da USP, de São Paulo, afirma que o avião estava autorizado e com as condições em dia para estar sobrevoando.

Ainda segundo o professor, a orientação para esses tipos de pousos forçados é procurar por um local plano, como uma clareira

“O fato do avião não ter explodido e estar sem se desintegrar pode significar que o piloto ainda foi ágil e conseguiu aterrissar em um pequeno espaço, mas a força da aceleração e a inércia na hora do impacto pode ter matado cantora e os quatros integrantes”.