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Aluno aparece em aula remota com foto de suástica feita de seringas

A situação provocou revolta em colegas de turma do aluno da universidade paulista

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações do G1
Aluno aparece em aula remota com foto de suástica feita de seringas
(Foto: Reprodução/G1)

16 de setembro de 2021 - 18:23 - Atualizado em 16 de setembro de 2021 - 18:25

Um aluno de Direito de uma universidade de São Paulo (SP) apareceu em uma aula remota com a foto de uma suástica formada por seringas. O caso aconteceu na quarta-feira (15).

Conforme o G1, a situação provocou indignação entre os colegas do 10º semestre do curso, que assistam a uma aula do professor e advogado Hélcio de Abreu Dallari Júnior.

O aluno foi identificado como Rafael. A imagem, segundo a reportagem, seria um protesto contra a vacinação obrigatória para os servidores públicos. Ele afirmou que estaria sendo vítima de nazismo.

Para da aula foi gravada por um dos estudantes, que não se identificou. Confira o diálogo divulgado pelo portal:

— Eu sou aluno, professor, escreveu o indivíduo, identificado apenas como Rafael, no chat do aplicativo de videochamadas.

— Tem um problema aqui relacionado à imagem que você está usando, que é a imagem da suástica, apontou Dallari.

— Suástica de seringas, especificou o estudante.

— Mas o símbolo da suástica não é um símbolo aceitável. Então, seria melhor você alterar isso aí, reiterou o professor.

— Nós, servidores públicos, fomos obrigados a tomar vacina nesta semana, explicou Rafael.

O professor pediu novamente para que o aluno remover a imagem do perfil. “Altera essa imagem para não trazer problema para ninguém”, disse.

Em nota enviada ao G1, a Universidade Presbiteriana Mackenzie declarou que repudia fortemente toda atitude de discriminação, não tolera protestos que ofendam pessoas ou grupos sociais e que abriu um processo disciplinar de apuração do caso “de maneira completa e exemplar, garantindo também o amplo direito de defesa. A partir dos resultados da averiguação, decidiremos as atitudes cabíveis, de acordo com o Código de Ética e regulamentos da Universidade”.

“Há 150 anos, o Mackenzie tem se identificado diante da população brasileira como instituição confessional cristã reformada, que defende o respeito entre todos os cidadãos, sem qualquer distinção, lutando pela convivência harmoniosa na sociedade, baseada na verdade, na justiça e no amor ao próximo”, completou.

Repúdio

Estudantes pedem que o caso seja averiguado pela Universidade e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. 

O Centro Acadêmico João Mendes Júnior (CAJMJr), da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, fez um manifesto nas redes sociais em que solicita a exclusão imediata do sujeito do quadro de discentes. 

Bruna Brelaz, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), informou à reportagem que as devidas medidas devem ser tomadas. “Apologia ao nazismo é crime. Não aceitaremos dividir sala de aula com nazistas”, escreveu ela nas redes sociais.