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Brasil registra novo recorde diário de mortes por Covid com mais 3.650

Reuters
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Brasil registra novo recorde diário de mortes por Covid com mais 3.650
Homem protesta pedindo vacina no Rio de Janeiro

26 de março de 2021 - 19:46 - Atualizado em 26 de março de 2021 - 19:50

Por Gabriel Araujo

SÃO PAULO (Reuters) – O Brasil registrou nesta sexta-feira um novo recorde de mortes por Covid-19 em um único dia, com a notificação de 3.650 óbitos, o que eleva o total de vítimas fatais da doença no país a 307.112, informou o Ministério da Saúde.

A cifra desta sexta supera a marca de 3.251 mortes de quarta-feira, máxima anterior para um período de 24 horas.

Também foram contabilizados nesta sexta 84.245 novos casos de coronavírus, de acordo com o ministério, com o total de infecções confirmadas no país saltando para 12.404.414.

Nação com o segundo maior número de contaminações e mortes por Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, o Brasil atualmente lidera o mundo no número médio diário de novos óbitos e casos, sendo responsável por uma em cada quatro mortes e uma em cada sete infecções registradas em todo o mundo a cada dia, segundo levantamento da Reuters.

Com o recorde desta sexta, a média móvel de 14 dias para as notificações de óbitos no Brasil alcançou uma nova máxima de 2.290, enquanto a média para a contagem de casos teve leve redução ante a véspera, a 74.360, indicou o Ministério da Saúde.

Estado mais afetado pela Covid-19 em números absolutos, São Paulo atingiu as marcas de 2.392.374 casos e 70.696 mortes, com um recorde diário de 1.193 óbitos. O governo local prorrogou a fase emergencial de quarentena até 11 de abril.

Conforme os números do governo federal, Minas Gerais é o segundo Estado com maior número de infecções pelo coronavírus registradas, com 1.081.981 casos, mas o Rio de Janeiro é o segundo com mais óbitos contabilizados, com 35.758 mortes.

O governo ainda reporta 10.824.095 pessoas recuperadas da Covid-19 e 1.273.207 pacientes em acompanhamento.

JOVENS E VARIANTES

A rápida elevação nos índices da pandemia no país ocorre em linha com o aumento de registros entre faixas etárias mais jovens, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Um estudo da entidade apontou que nas dez primeiras semanas epidemiológicas de 2021, os números de casos do coronavírus nas faixas etárias de 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e 50 a 59 anos saltaram, respectivamente, 565,08%, 626% e 525,93%.

Diante desse cenário, os especialistas da Fiocruz defenderam a adoção de medidas de contenção, incluindo o lockdown, e a ampliação da oferta de leitos para tratamento dos pacientes.

Sinal semelhante foi apresentado por estudo realizado pelo Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP), que indicou a elevação dos casos entre pessoas de 20 a 54 anos, bem como um aumento na circulação de variantes do coronavírus na cidade de São Paulo.

As novas variantes, disse a pesquisa, representam 71,2% das amostras coletadas na cidade — sendo 64,4% das amostras da variante inicialmente detectada em Manaus.

O mesmo tem sido verificado no Rio de Janeiro. A prefeitura da capital fluminense detectou uma maior circulação da variante de Manaus nos últimos dias, e entende que o crescimento de casos, internações e atendimentos tem a ver com a chegada do vírus mutante.

“A gente tem a circulação da variante P1 assim como São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e Manaus inicialmente. Ela é muito predominante, 83% dos casos que foram verificados de vigilância genômica são da variante P1”, disse a jornalistas o secretário municipal de saúde, Daniel Soranz.

“Já é a variante que predomina e que mais circula no Rio de Janeiro hoje, bem diferente do que era anteriormente. Hoje a gente tem clareza e certeza de que o principal fator para o aumento de casos e nessa velocidade é a variante P1”, adicionou, ao frisar que essa circulação maior se deu a partir de março.

(Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro)

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