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Bolsonaro participa de “motociata” no Rio e reitera que pode tomar medidas para garantir direitos

Em seu discurso, Bolsonaro disse que “estamos num momento de dificuldade, mas, se Deus quiser, logo ele passará”

Reuters
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Bolsonaro participa de “motociata” no Rio e reitera que pode tomar medidas para garantir direitos
Presidente Jair Bolsonaro acena a apoiadores durante manifestacação de motociclistas que liderou no Rio de Janeiro

23 de maio de 2021 - 13:52 - Atualizado em 25 de maio de 2021 - 22:43

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro participou nesse domingo de mais uma “motociata“, desta vez no Rio de Janeiro, em que voltou a dizer que tomará as medidas que forem necessárias para garantir a liberdade da população, em nova crítica a medidas de restrição para combater a pandemia.

“Nós estamos prontos, se preciso for, para tomar todas medidas necessárias para garantir a liberdade de vocês”, disse Bolsonaro a apoiadores após o final de um longo trajeto de motocicleta pela cidade.

O próprio presidente pilotava uma moto e levava na garupa o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas. Por onde passava, tinha o nome gritado e acenava para a multidão.

Bolsonaro chegou ao Rio de Janeiro bem cedo neste domingo. Fez um sobrevoo de helicóptero pela cidade antes de chegar ao Parque Olímpico da Barra, ponto de partida da “motociata” –uma “carreata” de motociclistas–, onde foi calorosamente recepcionado por apoiadores.

Um forte esquema de segurança foi montado para o evento do presidente. Agentes oficiais, agentes à paisana, veículos e até helicópteros acompanharam o trajeto.

No palanque montado para o discurso na concentração do evento, no aterro do Flamengo, as pessoas estavam sem máscara ao lado do presidente.

Antes do discurso de Bolsonaro, parlamentares tiveram direito a rápidas falas assim como o ministro Tarcísio de Freitas e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello –que há poucos dias prestou um longo depoimento na CPI da Covid, que investiga eventuais falhas do governo federal no combate à pandemia.

Bolsonaro voltou a repetir que o poder maior é o do povo e que não estava ameaçando qualquer dos Três Poderes.

“Jamais ameaçarei qualquer Poder, mas, como disse, acima de nós, dos Três Poderes, está o primeiríssimo poder, que é o povo brasileiro”, acrescentou.

O presidente voltou a dizer que “meu Exército” não obrigará ninguém a ficar em casa e vai garantir a liberdade do povo.

Desde o início da pandemia o presidente ataca medidas adotadas por governadores e prefeitos para restringir a circulação e aglomerações de pessoas, que especialistas dizem ser uma dos meios mais eficazes para frear a disseminação do novo coronavírus.

Entre os manifestantes, as posições do presidente ganhavam eco. O empresário Hebert de Souza aproveitou para fazer críticas às medidas de isolamento social.

“O Brasil precisa de emprego, de renda e da economia“, disse à Reuters o empresário, que atua no ramo de combustíveis.

Em seu discurso, Bolsonaro disse que “estamos num momento de dificuldade, mas, se Deus quiser, logo ele passará” e reforçou mais adiante que a pandemia caminha para seu final.

“Nós temos que viver, nós temos que ter alegria também, nós temos que ter ambições, nós temos que ter esperança“, disse o presidente, acrescentando que “sempre estarei ao lado de vocês.”

Entre os apoiadores houve espaço também para provocações ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apareceu liderando a corrida eleitoral em 2022 em recentes pesquisas. O Supremo Tribunal Federal também foi lembrado pelos manifestantes bolsonaristas.

Foi o caso do médico Paulo César Amaral, que disse à Reuters que Bolsonaro é o único nome no espectro político que pode levar o país a um lugar melhor. “O Brasil foi enganado por 30 anos e o povo sabe hoje que o país é grande e pode muito mais“, disse ele. “Lula morreu e tem que ser enterrado junto com o STF”, acrescentou.

Gritos de “eu vim de graça”, “Lula ladrão, seu lugar é na prisão” e “nossa bandeira nunca será vermelha” deram o tom do ato.

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