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Bolsonaro diz que retaliar os EUA seria ‘suicídio’ para o Irã

Em nota, na noite desta sexta-feira (3), o Itamaraty apoiou a “luta contra o flagelo do terrorismo” e declarou que “o Brasil está pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada”

Redação RIC Mais
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Bolsonaro diz que retaliar os EUA seria ‘suicídio’ para o Irã
O presidente Iraniano Hassan Rouhanie e o General Qasem Soleimani, morto durante o ataque dos EUA. (Foto: Fotos Públicas)

4 de janeiro de 2020 - 00:00 - Atualizado em 4 de janeiro de 2020 - 00:00

O presidente Jair Bolsonaro minimizou ontem o aumento das tensões entre Irã e EUA e seus efeitos de longo prazo sobre o preço do petróleo. Em entrevista à TV Bandeirantes, o presidente afirmou acreditar que os iranianos “dificilmente” vão retaliar os americanos após a morte do general Qassim Suleimani. Bolsonaro disse ainda que Irã e Brasil mantêm conversas sobre exportação de alimentos, mas destacou que “países que dão cobertura a terroristas ficam cada vez mais para trás“.

O presidente afirmou desconhecer o poder bélico do Irã, mas acredita que o país não responderá: “É suicida da parte deles”, disse. Bolsonaro também avaliou que, em um conflito militar, “perde o mundo todo” e defendeu que o posicionamento do Brasil seja “pacífico”. “Afinal de contas, nós não temos forças armadas nucleares, como alguns países têm.” Bolsonaro defendeu o presidente americano, Donald Trump: “Acho que o Trump não está fazendo campanha política em cima disso, não. Quando o Bin Laden deixou de existir se aventou essa possibilidade, mas o americano tem uma linha muito séria no tocante ao combate ao terrorismo”.

Em nota, o Itamaraty apoiou ontem a noite a “luta contra o flagelo do terrorismo“. O comunicado não menciona o nome do comandante militar morto na ação e diz que o Brasil está “pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada”.

A Embaixada do Brasil em Bagdá recomendou ontem que não sejam feitas viagens ao país em razão do “quadro de incertezas e especulações” após o ataque. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.