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Bolsonaro diz que não tem cabimento ser acusado por mortes da Covid-19 e defende “tocar a vida”

Reuters
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Bolsonaro diz que não tem cabimento ser acusado por mortes da Covid-19 e defende “tocar a vida”
Manifestante protesta contra o presidente Jair Bolsonaro em frente ao Congresso Nacional, em Brasília

13 de agosto de 2020 - 21:18 - Atualizado em 13 de agosto de 2020 - 21:20

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, em transmissão pelas redes sociais, que “não tem cabimento” ser acusado de ser responsável pelas 100 mil mortes por Covid-19 no país, e destacou que é preciso tocar a vida e não se acovardar diante da pandemia.

Sem dar detalhes, Bolsonaro revelou que buscará a “responsabilização e o esclarecimento da verdade”, dizendo que teria sido acusado de genocídio no horário nobre.

Bolsonaro afirmou que desde antes do Carnaval o governo federal começou a tomar medidas concretas para se preparar para o “problema” que iria chegar. Disse que várias medidas foram tomadas e ressaltou que foram gastos mais de 700 bilhões no enfrentamento da pandemia no país.

Bolsonaro reconheceu, no entanto, que há problemas no enfrentamento à pandemia, e disse o tempo que vai mostrar “onde se errou ou não e se poderia ter evitado mortes”.

“Todas as mortes é impossível se evitar, mas mortes com toda certeza podem ser evitadas”, avaliou.

O presidente novamente fez a defesa do uso da cloroquina –droga sem comprovação de eficácia que ele tomou após testar positivo para a Covid-19 e que tem defendido com insistência– e afirmou que é preciso seguir adiante apesar das vidas perdidas.

“Vamos tocando a vida, né, não podemos nos acovardar. Vamos tomar cuidado, precaução, cuidar dos mais idosos, que são os mais sensíveis, e tocar a vida”, destacou.

O Brasil é o segundo país mais afetado pelo coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com um total de 3.224.876 infecções confirmadas e 105.463 mortes em consequência da doença.

O presidente também disse na transmissão que há quem esteja defendendo “demagogicamente” a prorrogação do auxílio emergencial concedido pelo governo a trabalhadores informais devido à pandemia, lembrando que a ajuda de 600 reais custa 50 bilhões de reais por mês.

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