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Bolsonaro chama Lula de bandido e diz que petista só ganha eleição de 2022 com fraude

A declaração veio depois que uma pesquisa apresentou que Jair Bolsonaro perderia eleição 2022 para o petista Lula

Reuters
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Bolsonaro chama Lula de bandido e diz que petista só ganha eleição de 2022 com fraude
Presidente Jair Bolsonaro

14 de maio de 2021 - 13:38 - Atualizado em 14 de maio de 2021 - 13:40

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que o ex-presidente Luiz Inácio Lula foi tornado elegível para se candidatar à Presidência em 2022, mas que só vencerá a eleição com fraude.

“Um bandido foi posto em liberdade, foi tornado elegível, no meu entender para ser eleito presidente. Na fraude. Ele só ganha na fraude o ano que vem”, disse Bolsonaro em discurso no Mato Grosso do Sul.

Em seguida, Bolsonaro voltou a defender o voto impresso como forma de evitar fraudes que poderiam levar Lula à Presidência novamente.

“Eu tenho falado que se o Congresso Nacional votar e promulgar uma PEC do voto impresso teremos voto impresso no ano que vem. Eleições dali para frente só com voto impresso. Eu respeito as decisões do Parlamento brasileiro. Os outros Poderes também têm que respeitar”, afirmou.

Uma obsessão do presidente, que afirma não ter ganho a eleição no primeiro turno em 2018 porque teria havido fraude na urna eletrônica –apesar de nunca te apresentado as provas que diz ter–, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi apresentada por deputados bolsonaristas. Recentemente, ganhou apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), aliado a Bolsonaro, mas ministros do Tribunal Superior Eleitoral e especialistas na área são contrários à ideia.

Esta semana, o instituto Datafolha apresentou uma rodada de pesquisas –as primeiras feitas em forma presidencial desde o início da pandemia de Covid-19– mostrando que Lula bate Bolsonaro por 41% a 23% das intenções de voto no primeiro turno e 55% a 32% no segundo turno.

Outros dados da pesquisa mostram ainda que a aprovação ao presidente chegou a 24%, pior registrada até agora, e que a maioria dos entrevistados consideram que o governo geriu mal a resposta à epidemia de Covid-19.

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