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Bolsonaro ataca Renan e diz que acusações contra governo são mentiras

Bolsonaro também aproveitou o discurso para novamente rechaçar as denúncias de irregularidades envolvendo a vacina indiana contra a Covid

Reuters
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Bolsonaro ataca Renan e diz que acusações contra governo são mentiras
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto

24 de junho de 2021 - 16:39 - Atualizado em 24 de junho de 2021 - 16:41

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que as acusações de irregularidades envolvendo o governo são “mentiras” e “fake news” e também rechaçou as denúncias de supostas irregularidades no processo de compra da vacina indiana contra Covid-19 Covaxin.

Bolsonaro aproveitou o evento que participava, no Rio Grande do Norte, para atacar o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, que deve centrar seu foco de apuração no processo de compra do imunizante da Índia.

“As poucas acusações que ocorrem são mentiras, são fake news que na verdade querem apenas desgastar o governo, querem a volta da roubalheira”, disse o presidente em discurso na cidade potiguar de Pau dos Ferros, acrescentando sentir “orgulho de ter dois anos e meio de governo sem qualquer corrupção”.

“E olha que me acusam de quase tudo. Até de comprar uma vacina que não chegou no Brasil. As acusações são a arma que sobra”, disse, em outro momento.

Segundo o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e seu irmão, Luís Ricardo Miranda, que é servidor do Ministério da Saúde, ambos denunciaram a Bolsonaro irregularidades na compra da vacina. Eles alertaram um auxiliar direto de Bolsonaro para que avisasse o presidente sobre “esquema de corrupção pesado” na compra de vacinas, e chegaram a se encontrar com o presidente para apresentar as denúncias.

Os irmãos devem depor à CPI na sexta-feira e já avisaram que pretendem entregar ao colegiado toda a documentação que aponta, de forma “clara”, segundo eles, as irregularidades no processo.

O Ministério Público Federal (MPF) também apura o caso. O MPF disse que o contrato para a compra da Covaxin para a entrega de 20 milhões de doses tem valor total de 1,6 bilhão de reais, tendo sido a dose negociada por 15 dólares, preço superior ao da negociação de outras vacinas no mercado internacional, a exemplo da vacina da Pfizer.

O governo reagiu às denúncias já na quarta-feira, quando, em pronunciamento à imprensa, o ministro da Secretaria de Governo, Onyx Lorenzoni, não apenas negou qualquer tipo de irregularidade na compra da vacina como anunciou que a Polícia Federal irá investigar os irmãos Miranda, a pedido de Bolsonaro.

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