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Biden faz campanha na Geórgia após lideranças republicanas reconhecerem vitória

Reuters
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Biden faz campanha na Geórgia após lideranças republicanas reconhecerem vitória
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15 de dezembro de 2020 - 20:40 - Atualizado em 15 de dezembro de 2020 - 20:41

Por Jarrett Renshaw

ATLANTA (Reuters) – Horas após conversar com o senador republicano Mitch McConnell para firmar compromisso para trabalhar em conjunto, o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu nesta terça-feira que os eleitores da Geórgia votem para tirar McConnell do cargo de líder da maioria e elejam dois candidatos democratas para o Senado nas eleições legislativas de 5 de janeiro. 

Em um discurso que marcou sua volta às campanhas um dia após o Colégio Eleitoral confirmar sua vitória eleitoral de 3 de novembro, Biden, do Partido Democrata, deixou claro o que está em jogo na disputa para as duas vagas do Estado para o Senado, alertando que deixar a casa legislativa nas mãos do republicano poderia ameaçar a realização de sua agenda política.

“Vocês estão prontos para eleger dois senadores que sabem dizer sim e não apenas ‘não’?”, disse Biden em um comício onde os presentes permaneceram em seus carros por conta da pandemia do coronavírus. 

Os democratas Raphael Warnock e Jon Ossoff desafiam os republicanos Kelly Loeffler e David Purdue, que hoje ocupam as vagas em disputa. Uma vitória democrata garantiria ao partido o controle de ambas as Câmaras do Congresso, assim como da Casa Branca, enquanto apenas uma vitória republicana permitiria que McConnell bloqueasse muitas das metas de Biden no legislativo.

Mais cedo na terça-feira, McConnell rompeu com o presidente republicano Donald Trump e parabenizou Biden e a vice-presidente eleita Kamala Harris pela primeira vez no plenário do Senado.

Trump ainda se recusa a admitir a derrota, mesmo com todas as suas inúmeras tentativas de reverter os resultados do processo fracassando. 

Biden disse a jornalistas que ele e McConnell concordaram em se reunir em breve para discutir possíveis áreas de cooperação. 

Mas ele deixou claro os limites dessa parceria, dizendo aos georgianos que um Senado com maioria democrata é necessário para avançar na ajuda contra o coronavírus, para liberar verbas para testes e para a distribuição de vacinas e auxílio para governos locais e estaduais, além das medidas relacionadas às mudanças climáticas e à Justiça criminal. 

(Reportagem de Jarrett Renshaw, Jason Lange e Simon Lewis)

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