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Biden explicará em discurso como supervisionaria vacina contra coronavírus

Reuters
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Biden explicará em discurso como supervisionaria vacina contra coronavírus
Joe Biden em Tampa, nos Estados Unidos

16 de setembro de 2020 - 08:49 - Atualizado em 16 de setembro de 2020 - 08:51

Por Joseph Ax

(Reuters) – O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, explicará nesta quarta-feira como planeja, se for eleito, desenvolver e distribuir uma vacina contra coronavírus segura, uma tentativa de contrastar com a abordagem do presidente Donald Trump no combate à pandemia.

Biden falará da cidade de Wilmington, no Delaware, onde mora, depois de ser informado por especialistas de saúde pública a respeito dos esforços para se desenvolver uma vacina contra a Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

O discurso é parte da busca cuidadosa pelo meio-termo a que o ex-vice-presidente se dedicou nas últimas semanas, enquanto Trump insinuou que uma vacina poderia ser aprovada antes da eleição de 3 de novembro.

Biden, que está à frente do presidente republicano em pesquisas nacionais de opinião, questionou se Trump está pressionando entidades como a agência reguladora Food and Drugs Administration (FDA) a aprovarem uma vacina para aumentar suas chances de se reeleger. Ao mesmo tempo, tem tido a cautela de dizer que quer ver uma vacina segura o mais cedo possível.

Na semana passada, durante uma visita de campanha ao Michigan, Biden disse aos repórteres que simplesmente quer “transparência” no processo e que adoraria ter uma vacinação “amanhã”.

Trump acusou Biden de disseminar temores em relação à vacina por motivação política. Também na semana passada, ele pediu que o democrata “se desculpe por sua retórica antivacina irresponsável”.

O coronavírus já tirou a vida de cerca de 195 mil pessoas nos EUA, a maior taxa de mortalidade mundial, e milhões de empregos.

Especialistas em vacinação expressaram o receio de não haver voluntários norte-americanos suficientes para receber uma vacina contra coronavírus aprovada, em parte por causa da velocidade com que está sendo criada –a maioria das vacinas é desenvolvida ao longo de uma década ou mais.

Em uma pesquisa Reuters/Ipsos de julho, pouco mais de 60% dos norte-americanos disseram ter interesse em tomar uma vacina, aproximadamente o patamar que especialistas dizem ser provavelmente necessário para deter a proliferação da pandemia.

A sondagem levou a crer que a inclinação de Trump para disseminar desinformação sobre o coronavírus pode afetar sua capacidade de convencer seus compatriotas a respeito da segurança de uma vacina. Só 15% dos entrevistados disseram que estariam mais dispostos se Trump disser que a vacina é segura.

Já Biden se empenha há meses em retratar a reação de Trump ao surto como um fracasso que causou dezenas de milhares de mortes desnecessárias.

(Reportagem adicional de Trevor Hunnicutt)

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