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Beto Richa, ex-governador do Paraná, sai da prisão após determinação do STJ

Redação RIC Mais
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1 de fevereiro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 1 de fevereiro de 2019 - 00:00

Além dele, outras nove pessoas foram denúncias pelo crime de corrupção e lavagem de dinheiro (Foto: Ricardo Almeida/ANPr)

O ministro expediu uma ordem de salvo-conduto em favor de Beto Richa e do seu irmão José Richa Filho para que eles não sejam presos cautelarmente

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) saiu da prisão, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, na manhã desta sexta-feira (1º), segundo assessoria de imprensa, após o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, deferir a liminar que determinava a liberação imediatava do político. Carlos Alberto Richa estava preso desde o dia 25 de janeiro, após um pedido do Ministério Público Federal (MPF). 

A juíza federal Danielle Perini expediu o alvará de soltura no início da manhã. Richa saiu do Complexo Médico-Penal em um carro branco, junto de seu advogado, e não falou com a imprensa.

Habeas corpus de Richa

Na mesma decisão, o ministro expediu uma ordem de salvo-conduto em favor de Beto Richa e do seu irmão José Richa Filho para que eles não sejam presos cautelarmente no âmbito da Operação Integração II, exceto se demonstrada, concretamente, a presença de algum dos fundamentos admitidos pela legislação processual para a decretação de tal medida.

O recurso em habeas corpus foi pedido pela defesa em decorrência das Operações Piloto e Integração II, de competência da 23ª Vara Federal de Curitiba. O entendimento da primeira instância é que a prisão era necessária por conveniência da instrução processual, tendo em vista suspeitas de ações para dissuadir uma testemunha do caso.

Operação Piloto e Integração II

A Operação Piloto investiga a suposta participação de Beto e José Richa em um esquema de recebimento de propina do Grupo Odebrecht, e a Operação Integração II apura suposta participação, entre 2011 e 2014, em um esquema criminoso que teria beneficiado empresas concessionárias de rodovias no Paraná.

 

Segundo o ministro João Otávio de Noronha, não há, no caso, qualquer fundamentação apta a justificar a decretação da prisão preventiva contra o ex-governador. “Nada de concreto foi demonstrado que se prestasse a justificar a necessidade de proteger a instrução criminal e, com isso, justificar a preventiva decretada”, afirmou Noronha.

Richa e filho são denunciados

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), André Richa e Dirceu pupo foram denunciados pela força-tarefa da Operação Lava Jato por lavagem de dinheiro na compra de um terreno em um condomínio nesta terça-feira (29). A compra aconteceu em 2012.  

Segundo a decisão do MPF, as investigações revelaram que André Richa foi beneficiado com pelo menos R$ 2,5 milhões com recursos recebidos em dinheiro vivo, que foram usados para aquisição de, pelo menos três imóveis. Já Dirceu Pupu Ferreira, era considerado um homem da família, e mantinha relação próxima com os operadores Luiz Abi Antoun e Jorge Atherino, recebendo valores desta pessoa para usar em proveitos de familiares do ex-governador. 

Beto Richa preso na ‘Rádio Patrulha’

No dia 11 de outubro de 2018, Beto Richa e sua mulher, Fernanda Richa, foram presos em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). ‘Rádio Patrulha’ faz parte das investigações sobre o Programa Patrulha Rural, que recupera rodovias rurais.

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