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Barroso diz que urna eletrônica é auditável e que discurso de fraude é político

Na coletiva, questionado sobre as constantes manifestações de Bolsonaro contra o voto em urna eletrônica e defendendo o voto impresso, Barroso preferiu não antagonizar com ele

Reuters
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Barroso diz que urna eletrônica é auditável e que discurso de fraude é político
Ministro Luís Roberto Barroso durante sessão do STF

14 de maio de 2021 - 17:30 - Atualizado em 14 de maio de 2021 - 17:47

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta sexta-feira que o voto em urna eletrônica é transparente e auditável a cada passo e chamou de político o discurso de quem diz haver fraude no sistema de votação brasileiro.

As declarações de Barroso foram dadas em entrevista coletiva na qual apresentou a nova campanha do TSE em defesa da segurança da urna eletrônica, que completou 25 anos de uso.

O presidente Jair Bolsonaro tem defendido a mudança do sistema de votação para que haja, além do voto eletrônico, a impressão do voto em papel. Ele alega, sem provas, que há fraude no processo de votação brasileiro.

“Entendo e respeito quem defenda o voto impresso. Agora, dizer que tem fraude, tem que colocar as armas na mesa e dizer quais são as provas”, disse Barroso.

“Senão é retórica puramente política e não me cabe comentar”, emendou o presidente do TSE.

Na coletiva, questionado sobre as constantes manifestações de Bolsonaro contra o voto em urna eletrônica e defendendo o voto impresso, Barroso preferiu não antagonizar com ele. Disse que não é seu papel polemizar com o presidente ou mesmo censurá-lo e que Bolsonaro tem o direito de pensar o que quiser, mas destacou a confiabilidade do atual sistema de votação.

O presidente do TSE também disse não ver como uma provocação à decisão da Câmara dos Deputados de instalar uma comissão para discutir a adoção do voto impresso.

Barroso elencou, no entanto, uma série de razões para não aconselhar a sua adoção como o custo para sua implementação, a possibilidade de judicialização das eleições e a falta de indícios de que o atual sistema seria passível de ser fraudado.

“Do ponto de vista técnico, estou colocando na mesa os argumentos pelos quais acho que vamos mexer num time que acho que estamos ganhando”, disse ele, numa referência ao voto impresso.

“Vai ser um custo, um risco e uma inutilidade porque eles vão continuar achando a mesma coisa (que há fraude nas eleições)”, reforçou ele.

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