Política

Barros tira responsabilidade de Bolsonaro sobre alta dos combustíveis

Ele ainda falou o que o governo federal tem feito para a retomada da economia e criticou o Senado, por ainda não ter votado questões que já foram apreciadas pela Câmara ano passado

Giselle
Giselle Ulbrich / Editora
Barros tira responsabilidade de Bolsonaro sobre alta dos combustíveis
Posto de gasolina no Rio de Janeiro

10 de setembro de 2021 - 22:36 - Atualizado em 10 de setembro de 2021 - 22:36

Em entrevista exclusiva ao RIC Notícias desta sexta-feira (10), o líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) isentou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de responsabilidade sobre os altos preços dos combustíveis. Além de citar o conflito no Afeganistão como um dos fatores da alta do petróleo, culpou também o preço das comodities e a falta de ação dos governadores em reduzir os impostos sobre os combustíveis, ressaltando que o presidente está fazendo tudo o que pode para retomar a economia.

Barros começou sua explicação para os preços tão altos dos combustíveis citando o Afeganistão, uma grande área produtora de petróleo. Por causa dos conflitos na região, disse ele, o preço do barril subiu muito. Sem contar a alta do dólar, que também influencia, já que os barris de petróleo são comprados em dólar. Desta forma, disse que não tem como o presidente resolver sozinho o preço alto dos combustíveis.

“Infelizmente não temos como controlar esse aumento. Nos Estados Unidos, a gasolina dobrou de preço, e não é uma coisa que eles podem resolver também. O presidente (Bolsonaro) está preocupado em resolver o preço, mas há coisas que não estão sob controle direto do governo. Por isso ele fala tanto dos impostos que incidem sobre os combustíveis, que devem ser reduzidos pelos estados. Por isso a discussão fica permanente, ele quer baixar o preço combustíveis mas não pode”,

afirmou Barros.

Ele ainda ressaltou que Bolsonaro mudou a mistura do óleo diesel, cujo preço do litro é uma das grandes reclamações dos caminhoneiros brasileiros. conforme o deputado, o presidente determinou baixar a quantidade de biodiesel no óleo diesel de 13% para 10%. O biodiesel, que estava em torno de R$ 5,50 a R$ 6 o litro, acabava puxando para cima também o preço da gasolina.

Economia

O deputado não falou somente do preço dos combustíveis, mas também do que o governo federal está fazendo para a retomada geral da economia. Citou a alta das comodities (a comida, a soja, a carne, etc.), que atrapalharam a retomada porque puxaram a inflação para cima.

“O governo está fazendo a sua parte, vacinando todos os brasileiros. Em fevereiro, a meta é estar com todos os brasileiros adultos vacinados com segunda dose, inclusive os jovens, se as vacinas foram autorizada para estas idades. Pretendemos ter uma retomada da economia ano que vem, a volta da normalidade, quem sabe o Carnaval, o futebol. E esse ambiente da retomada vai favorecer o presidente Bolsonaro”,

disse Barros, possivelmente citando uma intenção de reeleição do presidente.

Votações na Câmara e no Senado

O deputado disse que em breve diversos projetos importantes para o País serão votados pela Câmara dos Deputados nas próximas semanas e criticou o Senado, que está adiando a votação destes temas importantes para a retomada da economia.

Na semana que vem, disse ele, a comissão especial da Câmara deve votar a reforma administrativa, que, em seguida, vai para votação em plenário. Depois, na semana do dia 22, os deputados também devem votar créditos, necessários para investimentos e para compra de insumos para combate à Covid-19.

“Mas o Senado tem que cumprir a sua agenda também. A cabotagem, por exemplo, que é o transporte de mercadorias pelo mar. Nós já votamos isso em outubro do ano passado e o Senado até agora não analisou o tema. Licenciamento ambiental, regulamentação fundiária. São temas importante para o país e esperamos que o Senado faça a votação o quanto antes”,

criticou Barros, na busca de uma normalidade que fortaleça Bolsonaro.