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Audiência de instrução de empresário suspeito de matar o próprio funcionário começa nesta quinta (28)

Câmeras de segurança registraram o momento em que o autor dos disparos e a vítima iniciaram uma discussão, que termina com o funcionário sendo assassinado

Julia
Julia Cappeletto / Estagiária com informações de Roberta Cunha, da RIC Record TV Oeste, e supervisão de Rodrigo Sigmura
Audiência de instrução de empresário suspeito de matar o próprio funcionário começa nesta quinta (28)
(Foto: reprodução)

28 de outubro de 2021 - 17:16 - Atualizado em 29 de outubro de 2021 - 11:19

O empresário suspeito de matar o próprio funcionário depois de uma discussão em Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná, teve sua primeira audiência de instrução nesta quinta-feira (28). O crime aconteceu no dia 1º de julho deste ano.

Ao todo, serão ouvidas 24 testemunhas, sendo nove de acusação e 15 de defesa.

O empresário foi preso no dia 16 de julho, após câmeras de segurança confirmarem que a versão apresentada por ele, de que tudo teria acontecido em legítima defesa, era falsa.

Nas imagens, a vítima chega na residência e é atendida pelo autor do crime. Em seguida, os dois começam a discutir e, então, o empresário atira pela primeira vez contra o funcionário, ainda dentro do quintal da casa. Liomar Mendes de Souza, de 37 anos, tentou fugir do atirador, mas acabou sendo assassinado na rua, ao lado de um carro.

De acordo com o promotor de justiça Caio Marcelo Santana di Reinz, o crime apresenta um índice especial de gravidade, já que o caso foi confirmado por câmeras de segurança.

“Há indícios mais que suficiente de que o réu, nesse processo, preso há mais de três meses, valendo-se de uma tesoura adulterou elementos de prova, simulou uma lesão e também de que teria suas vestes rasgadas, coisas que nós mostraremos ao longo desta instrução”,

afirma o promotor.

Já o advogado do réu, Luciano Katarinhuk, afirma que a defesa acredita na possibilidade de conseguir a liberdade do empresário.

“Vamos demostrar que ele agiu em legítima defesa, até porque todos os fatos aconteceram dentro da sua casa, dentro do quintal da sua casa, quando ele foi ameaçado e agredido, inclusive. As imagens mostram isso. Valter possuía uma arma de fogo registrada, a qual foi devolvida e apenas se defendeu”,

explica o advogado.