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Atual diretor da OMS é único indicado para chefiar agência

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Atual diretor da OMS é único indicado para chefiar agência
Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante evento em Genebra

29 de outubro de 2021 - 09:27 - Atualizado em 29 de outubro de 2021 - 09:31

Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) – O etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, que tem chefiado a Organização Mundial da Saúde (OMS) em meio à resposta à pandemia de Covid-19, está a caminho de um novo mandato de cinco anos à frente da agência, depois de ser o único candidato indicado por 28 países.

Tedros, ex-ministro da Saúde e das Relações Exteriores da Etiópia, tornou-se o primeiro africano a ser eleito diretor-geral da OMS em maio de 2017.

A OMS realizará a eleição para o cargo de diretor-geral em sua reunião anual de ministros da Saúde em maio do ano que vem. Os ministros da Saúde dos 194 países-membros da agência também devem realizar uma assembleia extraordinária em novembro em meio à pressão recente por reformas na agência por causa da maneira que lidou com a pandemia.

Tedros teve o apoio de países como França, Alemanha e outros membros da União Europeia, além de três países africanos –Botswana, Quênia e Ruanda– disseram os diplomatas à Reuters. Os Estados Unidos não estiveram entre os países que o apoiaram.

“A OMS pode anunciar que apenas um candidato foi proposto pelos Estados-membros até o prazo de 23 de setembro de 2021: o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, que é o atual diretor-geral”, disse a agência em comunicado. As indicações foram mantidas em sigilo para limitar uma campanha longa.

A Etiópia se recusou a indicar Tedros para um segundo mandato devido a tensões geradas pelos conflitos na região etíope do Tigré, o que tornou necessário que outros países o indicassem.

A questão é tão delicada que a União Africana sequer discutiu a indicação, e isso não aconteceu nem mesmo no último encontro do bloco neste mês, disseram diplomatas africanos.

Tedros tem liderado a agência na resposta à pandemia de Covid-19, a pior crise global de saúde pública em um século, que começou na cidade chinesa de Wuhan no final de 2019 e já matou 5,2 milhões de pessoas.

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