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Guilherme Becker / Editor

15 de outubro de 2019 - 00:00

Atualizado em 1 de julho de 2020 - 15:12

Notícias

Ativista LGBTI pode ter sido morto em crime de homofobia em Curitiba

Léo foi assassinado a tiros no portão do prédio em que vivia, no centro de Curitiba

A família do ativista LGBTI Léo Antonio Michels Ostrovski, de 34 anos, acredita que o jovem pode ter sido assassinado, na noite da última sexta-feira (11) em Curitiba, em um crime de intolerância por sua orientação sexual e pela causa que defendia. 

Segundo a irmã da vítima, ele não tinha inimigos e a família não consegue imaginar nenhum motivo para a execução violenta da qual ele foi alvo. “O Léo era um menino ativista da causa LGBTI, nunca teve briga com ninguém, um menino muito querido, não fumava, não usava drogas”, declarou Ana Paula Ostrovski.

ativista lgbti

(FOTO: REPRODUÇÃO/ REDES SOCIAIS)

Polícia investiga morte de ativista LGBTI

Para a delegada Tathiana Guzella, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ainda é cedo para afirmar o que motivou a execução do ativista LGBTI, mas ficou claro que ele era o alvo dos assassinos já que foi baleado após apresentar o documento de identidade.

“Nós acreditamos que os autores que executaram o Léo Antônio se certificaram que era ele através dessa identidade que ele então estaria ofertando ao seu próprio inimigo”, disse Guzella. 

A delegada solicita que qualquer pessoa que tenha alguma informação sobre o crime entre em contato com a DHPP ou com o Disque Denúncia pelo telefone 0800-6431121

Entenda morte de Léo Ostrovski

Léo foi assassinado a tiros no portão do prédio em que vivia, no centro de Curitiba depois que desceu para buscar uma encomenda. Ele foi encontrado morto em pé, escorado na parede da garagem e com a identidade em mãos.

Segundo testemunhas, dois homens em uma motocicleta, com uma mochila de um aplicativo de entrega de alimento, efetuaram cerca de três disparos e fugiram do local.

ativista lgbti

(FOTO: REPRODUÇÃO/ REDES SOCIAIS)

Crimes de ódio 

Os crimes de ódio são crimes motivados por preconceito, ou seja, quando o criminoso seleciona intencionalmente a sua vítima em função de esta pertencer a um certo grupo. As razões mais comuns costumam ser:

  • raça
  • religião
  • orientação sexual
  • seu sexo (gênero) ou sua identidade de gênero
  • deficiência física ou mental
  • etnia ou nacionalidade

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