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Athletico suspende torcedor que jogou copo de cerveja em Luciano Hang por tempo indeterminado

Câmara de Ética do clube considerou que a “agressão é inaceitável”; caso foi em dezembro de 2021

Ederson
Ederson Hising
Athletico suspende torcedor que jogou copo de cerveja em Luciano Hang por tempo indeterminado

25 de abril de 2022 - 18:41 - Atualizado em 8 de maio de 2022 - 18:22

O torcedor e sócio do Athletico que é suspeito de arremessar um copo de cerveja no empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, foi suspenso por tempo indeterminado pela Câmara de Ética e Disciplina do clube. Com isso, o advogado Eduardo Bosse Teixeira Alves está impedido de acessar as dependências do Athletico.

A situação aconteceu em 15 de dezembro do ano passado, durante a final da Copa do Brasil, entre Athletico e Atlético Mineiro. Imagens registradas na arquibancada do estádio mostram o momento em que Hang acena para outros torcedores. O empresário chega a fazer um sinal referente a uma torcida, mas foi surpreendido pelo copo de cerveja.

A reportagem tenta localizar a defesa do torcedor.

A decisão do conselho do clube, a qual a reportagem teve acesso, é de 31 de março deste ano. O documento é assinado por Edison Eduardo Borgo Reinert, presidente da Câmara de Ética e Disciplina.

Leia mais: Suspeito de jogar copo em dono da Havan é demitido do trabalho

“[…] a agressão é inaceitável, demonstra ausência da capacidade de convívio do agressor com os demais sócios. Por isso, temos considerado gravíssimas tais condutas e reprimindo-as na forma que o Estatuto ainda nos permite”,

diz trecho da decisão.

A Câmara de Ética considerou que Alves teve uma “conduta incompatível com o Estatuto Social do Clube”. “Diante dos fatos relatados, não vejo outra alternativa senão a suspensão preventiva do associado Eduardo Bosse Teixeira Alves”.

O documento apontou que “a agressão é inaceitável, demonstra ausência da capacidade de convívio do agressor com os demais sócios. Por isso, temos considerado gravíssimas tais condutas e reprimindo-as na forma que o Estatuto ainda nos permite”.

Além disso, a Câmara registra o fato de o torcedor não ter tido qualquer tipo de arrependimento pelo ato ou qualquer pedido de desculpas pela agressão. “O que, para nós, é um indicativo, ao menos diante dessa análise inicial, de que o sócio que agrediu estava firme nesse propósito, descartando assim, a hipótese de ausência de intenção no arremesso”.

O pedido de afastamento do torcedor foi formulado pelo escritório Leal & Varasquim, de Curitiba, que é representante legal de Hang. O advogado Murilo Varasquim afirmou à reportagem que o torcedor também responde a processos nas esferas cível e criminal. Segundo ele, há um pedido de R$ 50 mil em indenização por danos morais.