Coronavírus

Paraná adota telemedicina para atendimentos do novo coronavírus; saiba como usar

Lucas
Lucas Sarzi
Paraná adota telemedicina para atendimentos do novo coronavírus; saiba como usar
Foto: Rodrigo Felix Leal/Divulgação.

13 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:47

Os paranaenses que precisarem de atendimento médico por suspeita do novo coronavírus podem, agora, usar um novo serviço de telemedicina. Lançado nesta segunda-feira (13), o Telemedicina Paraná vai ser um serviço gratuito e de atendimento online para ajudar nas medidas de enfrentamento à covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. A ideia é que o atendimento seja mais rápido e também desafogue as unidades de saúde, evitando assim também as chances de contaminação nos deslocamentos.

O serviço pode ser acessado de qualquer região do Paraná, mas apenas para quem sentir que está com algum dos sintomas ou problemas respiratórios, pelo site www.coronavirus.pr.gov.br ou pelo aplicativo Telemedicina Paraná, disponível para os sistemas Android e iOS. O objetivo é contribuir com a proteção dos profissionais de saúde e com o Distanciamento Social Ampliado (DSA), em conformidade com as recomendações das autoridades sanitárias do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Muitas vezes a pessoa tem algum sintoma e não pode se deslocar até um médico. Com esta ferramenta, ela pode ser atendida por estudantes de enfermagem e medicina que já conhecem o comportamento do coronavírus. Caso precise, eles podem encaminhar o paciente para um médico voluntário”, explicou o governador Ratinho Junior.

Conforme o o coordenador de Ciência e Tecnologia do Paraná, Paulo Renato Parreira, uma verdadeira força-tarefa foi montada. “Alunos dos últimos anos dos cursos de enfermagem e medicina das universidades estaduais e da UFPR vão fazer a triagem na plataforma, que conecta o Estado todo, com a supervisão dos professores. É uma força-tarefa porque o desafio é imenso”, destaca.

Como funciona?

Depois de se cadastrar, no site ou no aplicativo do celular, o paciente deve preencher um formulário sobre sua condição de saúde. O sistema vai fazer, automaticamente, uma triagem inicial por meio da inteligência artificial. Se o paciente não for identificado com possíveis sintomas de coronavírus, vai receber orientações de como se prevenir.

Caso seja identificado algum sintoma, a pessoa vai ser encaminhada para nova triagem, com profissionais da saúde, via WhatsApp. Se os sintomas não forem de covid-19, o paciente vai receber novas orientações. Se houver a possibilidade de ser a doença, a pessoa vai ser encaminhada ao atendimento com profissional de saúde ou médico por vídeo, chat ou áudio. Sempre online.

Através da consulta feita de forma virtual, o médico vai dar o diagnóstico, inclusive com possibilidade de encaminhamento para atendimento presencial na unidade de saúde mais próxima do paciente, se houver necessidade. O médico também pode prescrever medicamentos e emitir atestados.

De acordo com João Guilherme Moraes, médico e conselheiro do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), 120 médicos já se cadastraram para atender voluntariamente pela plataforma. “Muitos médicos estão em casa, por não poderem trabalhar ou porque sua especialidade não exige emergência, e gostariam de contribuir de alguma forma com o enfrentamento à pandemia”, disse. “A telemedicina facilita muito para que o paciente não tenha que se locomover, diminuindo a procura direta nos serviços de saúde e desafogando o trabalho daqueles médicos que estão na linha de frente”.

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Foto: Ilustrativa/Shutterstock.

O que é a telemedicina?

A telemedicina é um segmento da saúde que utiliza Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) na atenção médica a pacientes e outros profissionais da área, situados em locais diferentes, principalmente casos médicos em que a distância representa fator crítico na oferta de serviços de saúde. O serviço possibilita o suporte diagnóstico clínico de forma remota, permitindo a interpretação de exames e a emissão de laudos médicos a distância.

A especialidade está amparada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução CFM nº 1.643/2002, e desde a década de 1990, tem o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS). A telemedicina é exercida por profissionais de saúde devidamente capacitados e habilitados, considerando as áreas de interesse. Desta forma, o responsável pela interpretação e produção de um laudo de telerradiologia, por exemplo, será sempre um Médico Radiologista.