Notícias

Ataque em Campinas: polícia conclui que atirador de chacina agiu sozinho

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

21 de fevereiro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 21 de fevereiro de 2019 - 00:00

Catedral Metropolitana de Campinas após ataque que deixou 5 mortos dentro da igreja (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O atirador Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, matou cinco pessoas e feriu outras três com uma pistola comprada ilegalmente

O inquérito policial que investigou a chacina na Catedral Metropolitana de Campinas, ocorrida em dezembro do ano passado, concluiu que o autor dos disparos agiu sozinho e era portador de transtorno psíquico, de acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP). O inquérito policial foi relatado e já encaminhado ao fórum.

Ataque na Catedral de Campinas

O atirador Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, matou cinco pessoas e feriu outras três com uma pistola comprada ilegalmente. De acordo com o delegado-chefe do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 2), José Henrique Ventura, a arma com a qual o atirador fez 22 disparos, incluindo o que tirou a própria vida, é de uso exclusivo das Forças Armadas ou Polícia Federal.

Na época do crime, a polícia apreendeu vários pertences pessoais de Euler Grandolpho em sua residência, como um notebook, um celular e um bloco de anotações. Os registros escritos mostravam, segundo Ventura, que o autor do ataque tinha pensamentos paranóicos e confusos.

Tiroteio deixa cinco mortos

A Catedral Metropolitana de Campinas foi alvo de um ataque no dia 11 de dezembro de 2018, envolvendo Euler Grandolpho, de 49 anos, que entrou na igreja e matou quatro pessoas a tiros, antes de tirar a própria vida. Registros das câmeras de segurança da Central de Monitoramento de Campinas (CinCamp) mostram o momento em que o agressor se levanta de um dos bancos, nas últimas fileiras da igreja, vira-se em direção às pessoas e começa a atirar.

Em seguida, dois agentes da Guarda Municipal entram na igreja e perseguem o atirador. As imagens não mostram o que ocorre depois deste momento. Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, autor dos disparos, tirou a própria vida depois de balear os fiéis que estavam rezando.

Diário do atirador

Um bloco de folhas apreendido pela polícia de Campinas (SP) no quarto do atirador que detalha diversos desabafos de Euler Grandolpho. Entre as frases, ele cita massacres, perseguições e jogos de videogame. 

“São folhas que ele escreveu, como um bloco, que estava na casa dele”, afirma o delegado Hamilton Caviola, responsável pelo caso. “Há partes em que ele demonstra estar revoltado com a situação do país, em outras agressivo com o pai”, conta o delegado. A polícia também apreendeu dois computadores, um celular, uma câmera fotográfica, anotações e gravadores do atirador.

Anotações sobre o massacre (Foto: Divulgação)

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.