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Assassino de Rachel Genofre pode ter ligação com crime semelhante em Sarandi

Beatriz Pacheco foi estuprada e morta em Sarandi; a polícia pretende solicitar o confronto de material genético encontrado na criança com o do assassino de Rachel Genofre

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

2 de outubro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 2 de outubro de 2019 - 00:00

A Polícia Civil investiga se o assassino de Rachel Genofre, Carlos Eduardo do Santos, que estuprou e matou a criança em Curitiba, pode ter ligação com a morte de Beatriz Pacheco em Sarandi, no interior do Paraná, ocorrida em junho de 2012. (Assista reportagem completa abaixo)

De acordo com Adão Wagner Loureiro Rodrigues, delegado-chefe de Maringá, no noroeste do estado, os investigadores apuram o paradeiro de Carlos Eduardo na época do crime em Sarandi, para então solicitar o confronto do material genético do suspeito com o encontrado na criança que também foi violentada sexualmente e morta na sequência

“Se houver uma confirmação de que se esse cidadão realmente estava preso na época do crime da Beatriz, aí, nós não vamos pedir a perícia. Mas como eu disse, tudo leva a crer que existe sim, muita semelhança na questão, uma com a outra e nós sabemos que crimes dessa natureza são feitos de forma cíclica. O cidadão comete um crime hoje, passa três, quatro anos, ele comete um crime parecido”, disse  Rodrigues.

Assassino de Rachel Genofre viveu no interior do Paraná

O retrato falado feito na época do desaparecimento de Beatriz Pacheco lembra o assassino de Rachel Genofre. Além disso, sabe-se que Carlos Eduardo viveu, por algum tempo, no interior do Paraná. Já foram comprovadas sua passagem por Mandaguari, que fica a 23 Km de Sarandi, onde ele tentou sequestrar uma criança e em Umuarama. 

Carlos Eduardo, à esquerda, e o retrato falado do assassino de Beatriz, à direita. (Foto: reprodução/RIC Record TV)

Rachel Pacheco também foi violentada e morta

No dia do desaparecimento de Beatriz Pacheco, de 11 anos, a família participava de uma festa de aniversário e ela e um primo brincavam em uma rua. Segundo o depoimento do menino, os dois foram abordados por um homem que ofereceu R$ 10 para que eles cuidassem de seu cavalo, que estaria em um terreno baldio nas proximidades. O garoto não aceitou a proposta, enquanto Beatriz seguiu com ele e nunca mais foi vista com vida. 

Beatriz Pacheco foi estuprada e morta, assim como Rachel Genofre. (Foto: reprodução/RIC Record TV)

Após seu desaparecimento, cartazes foram espalhados e grupos de busca tentaram descobrir seu paradeiro sem sucesso. Um dia depois, o corpo da menina foi encontrado em uma área de mata a cerca de 1 Km de distância da casa onde participava da festa. 

Beatriz apresentava marcas de violência sexual e a polícia coletou o material genético do assassino. Mais de 60 pessoas foram investigadas, alguns suspeitos chegaram a ser presos, mas o verdadeiro estuprador e assassino da criança nunca foi descoberto

Entenda o Caso Rachel Genofre

Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre desapareceu no dia 03 de novembro de 2008 após sair da escola onde estudava no centro da capital paranaense. Dois dias depois, no dia 5 de novembro, seu corpo foi encontrado dentro de um mala abandonada da Rodoferroviária de Curitiba. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que Rachel foi estuprada, agredida, queimada com cigarro e morta por asfixia.
Durante os anos que sucederam o assassinato de Rachel Genofre, mais de cem pessoas foram investigadas, inúmeros materiais genéticos foram confrontados com o sêmen encontrado no corpo da criança e até outros retratos falados foram feitos, mas a polícia nunca descobriu o autor do crime até setembro de 2019.

O ASSASSINO DE RACHEL GENOFRE ABANDONOU O CORPO DENTRO DE UMA MALA. (FOTO: MONTAGEM/RIC MAIS)

No dia 19 de setembro, a Polícia Civil do Paraná confirmou, em coletiva de imprensa, que o criminoso foi identificado através de um teste de DNA. Segundo Marcos Fontes, delegado da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Carlos Eduardo do Santos, preso em Sorocaba, em São Paulo, desde 2017, foi submetido ao recolhimento de material genético no segundo semestre deste ano. Assim que seus dados foram jogados no sistema, houve a confirmação de que o DNA era o mesmo encontrado no sêmen.
A Polícia Civil do Paraná viajou para São Paulo e conversou com Carlos Eduardo. Lá, ele confessou o assassinato de Rachel e contou detalhes sobre o crime, como, por exemplo, que atraiu a vítima fingindo ser produtor de TV.
Criminosos perigoso e com várias passagens pela polícia

Ainda adolescente, com 16 anos, em 1988, o assassino de Rachel Genofre já respondia a quatro inquéritos por roubo, estupro e estelionato. Com ficha criminal extensa, ele esteve várias vezes presos, mas sempre voltou para as ruas. Atualmente, com 52 anos, cumpre uma pena de 22 anos de prisão por estelionato e é suspeito de pelo menos outros cinco crimes sexuais.

Com a divulgação de seu rosto em rede nacional, a polícia acredita que outras vítimas possam aparecer.

Assista à reportagem:

O delegado Adão Wagner Loureiro Rodrigues conversou com a RIC Record TV Maringá.