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‘Reconheci pela TV’, diz pai de outra vítima de assassino de Genofre

O homem afirmou que era um produtor de TV para a criança em Mandaguari, mesmo discurso usado oito anos depois com Rachel Genofre

Mirian
Mirian Villa
‘Reconheci pela TV’, diz pai de outra vítima de assassino de Genofre
Carlos Eduardo está preso desde 2016 por estelionato e estupro

30 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 30 de setembro de 2019 - 00:00

“Vendo o programa de televisão, eu vi a cara dele e reconheci que era ele”, afirmou Joaquim Louven de Mattos, pai da vítima de Carlos Eduardo dos Santos em Mandaguari, no norte do Paraná. O assassino de Rachel Genofre tentou sequestrar a filha de Joaquim em janeiro de 2000.

Assassino de Genofre tentou sequestrar criança em Mandaguari

Segundo o pai da vítima -hoje com 36 anos-, a criança havia saído para ir na padaria que ficava na esquina da casa quando foi abordada pelo assassino de Genofre.

“Quando voltou, ela  disse que um senhor tinha abordado ela na rua, chamando ela para tirar umas fotos para um programa infantil de televisão”

De acordo com Joaquim, ele achou a situação estranha e resolveu ir atrás de Carlos Eduardo dos Santos com o carro. “Ela me passou as características e encontrei ele na rodoviária…abordei ele, chamei a polícia e levaram ele.” O homem ainda relembrou que um vizinho queria bater no assassino de Rachel Genofre, mas ele não deixou.

Em seguida, Carlos Eduardo dos Santos foi encaminhado para a Delegacia de Mandaguari. O caso aconteceu no dia 25 de janeiro de 2000. O delegado Nery Zoroastro, que acompanhou o caso na época, relembrou que o homem apresentou um endereço de São Paulo.

“Ele disse que estava em Mandaguari apenas por passagem. Ele se recusou a falar, permaneceu no seu direito de silêncio, e tinha um mandado de prisão em aberto da comarca de Itanhaém, por estupro e roubo“, afirmou o delegado.

Boletim de Ocorrência na data de 25 de janeiro de 2000 (Foto: Rafael Silva/RIC Record TV)

Na época, homem já respondia por estupro

Zoroastro afirmou que o mandado de prisão foi cumprido e o assassino de Genofre permaneceu detido no local até a decisão judicial do estado de São Paulo sair. Por falta de provas, no caso da tentativa de sequestro em Mandaguari, o caso foi arquivado.

“Se eu não vou atrás dele, ele poderia ter feito outras vítimas, né. Não existe isso de um programa de televisão abordar uma criança para fazer fotos…eles iriam abordar os pais e não a criança na rua“, finalizou o pai da vítima de Mandaguari.

Confira aqui a linha do tempo de crimes de Carlos Eduardo dos Santos!

Assassino de Rachel Genofre é identificado 11 anos depois de crime

Carlos Eduardo dos Santos trabalhava como porteiro, em São José dos Pinhais, e morava em uma kitnet próxima da escola onde Rachel Genofre estudava. A criança desapareceu no dia 03 de novembro de 2008, depois de sair da escola.

O corpo foi encontrado dois dias depois, na madrugada do dia 05 de novembro, dentro de uma mala, embaixo de uma escada na Rodoferroviária de Curitiba. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que Rachel foi estuprada, agredida, queimada com cigarro e morta por asfixia.

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