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AsBEA/PR participa de estudo sobre Nova Lei de Zoneamento de Curitiba

Redação RIC Mais
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12 de julho de 2017 - 00:00 - Atualizado em 12 de julho de 2017 - 00:00

Estudo da AsBEA-PR outras nove entidades representativas avalia os impactos negativos da aprovação da nova Lei de Zoneamento e Uso do solo da cidade (Foto: Divulgação)

O estudo avalia os impactos negativos da aprovação da nova Lei de Zoneamento e Uso do solo da capital

A Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura – Regional Paraná (AsBEA-PR) está à frente de um dos mais significativos estudos da ocupação urbana de Curitiba (PR), que juntamente com outras nove entidades representativas avalia os impactos negativos da aprovação da nova Lei de Zoneamento e Uso do solo da cidade. 

O Projeto de Lei, embora tenha sido enviado à Câmara Municipal de Curitiba no final de 2016, passa por nova revisão no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba da Prefeitura Municipal de Curitiba (PPUC). E neste trabalho de avaliação técnica, a entidade atua juntamente com a Fecomércio, FIEP, Secovi, ACP, IEP, Crea, Ademi, Sinduscon e CVI, por meio de Grupo de Trabalho formado por arquitetos, urbanistas, engenheiros, economistas e advogados. 

A análise dos 669 artigos da nova lei, considerada uma das mais importantes da cidade, foi entregue no último dia 5 de junho para o prefeito de Curitiba, Rafael Greca. 

De acordo com o presidente da Regional AsBEA-PR, o Arq. Keiro Yamawaki, muito mais que uma associação, a AsBEA-PR se consolida como um instrumento de pressão fundamental na defesa dos interesses do setor,  tendo forte representação política, jurídica e institucional nas mais diversas instâncias estaduais. 

“Este mesmo trabalho que a entidade está realizando em Curitiba pode ser desenvolvido em outros municípios paranaenses que também estejam em fase de revisão do Plano Diretor e da Lei de Zoneamento e Uso do Solo. Uma mudança como esta, que impacta diretamente no futuro das cidades e na vida da população, é imprescindível contar com a visão e experiência de profissionais da área de arquitetura e urbanismo”, destaca Yamawaki.   

Na capital, a representatividade produtiva dos associados da AsBEA-PR é de aproximadamente 70%,  se contabilizarmos os metros quadrados projetados em Curitiba e Região Metropolitana. Tanto é que nestes 20 anos a associação tem sido a principal porta-voz dos escritórios de arquitetura no Paraná. 

“Uma interlocutora constante nos assuntos regulatórios e de legislação, com aporte de dados técnicos e uma visão atualizada do setor”, destaca  o diretor de legislação urbanística da AsBEA-PR,  Arq. Frederico Carstens. 

Carstens explica que a atuação da entidade neste estudo da nova Lei visa a geração de mais empregos e renda para a população,  bem como receitas para o Município, além de alertar sobre a necessidade de simplificação de diversos processos burocráticos que podem beneficiar outros setores produtivos do município. 

Entre os principais impactos negativos para a sociedade, levantados pelo estudo das entidades, estão: 

1 – Centro de Curitiba terá menos moradores e menos comércio.
2 – Redução do número de vagas de garagem nos imóveis novos e diminuição da oferta de estacionamentos na região central.
3 – Encarecimento do valor dos imóveis na cidade, afetando o bolso das famílias que buscam o sonho da casa própria.
4 – O comércio dos bairros vai continuar concentrado, aumentando a dependência do consumidor pelo uso do carro para fazer suas compras.
5 – O modelo proposto para a Habitação de Interesse Social é altamente burocrático e não incentivará a produção novas habitações para esta finalidade
Para conhecer em detalhes o estudo técnico feito pelas entidades, acesse o site www.asbea-pr.org.br. 
 
Sobre a AsBEA-PR

É a principal entidade voltada para os interesses e as atividades dos escritórios de arquitetura sediados no Paraná. São 44 anos de atuação da AsBEA Nacional e 20 anos de história da entidade paranaense, que conta atualmente com 68 escritórios associados.