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Aprenda a diferenciar gripes fortes e H1N1 de simples resfriados

Redação RIC Mais
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8 de junho de 2016 - 00:00 - Atualizado em 8 de junho de 2016 - 00:00

Para evitar a gripe, é recomendado higienizar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel, especialmente depois de tossir ou espirrar e ao chegar da rua. (Foto: Bruno Fortuna/ Fotos Públicas)

A identificação correta dos sintomas de gripe pode ser determinante para a eficácia do tratamento da Influenza H1N1, H3N2 ou B

A identificação correta dos sintomas de gripe pode ser determinante para a eficácia do tratamento da Influenza H1N1, H3N2 ou B. Para isso, a Secretaria da Saúde destaca as principais diferenças entre os sinais de gripe e de resfriado.

Os sintomas da gripe são febre alta, acima de 38ºC, e com início repentino, além de tosse persistente, dores musculares intensas e principalmente a dificuldade para respirar. Enquanto no resfriado os pacientes apresentam febre baixa (quando ocorre), tosse leve, dores musculares fracas, congestão nasal e dor de garganta.

No caso da gripe H1N1, os sintomas são bastante parecidos com a gripe comum.  Eles incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fadiga. Algumas pessoas relatam diarreia e vômitos associados à enfermidade. A gripe H1N1 pode causar também uma piora de doenças crônicas já existentes.

“O resfriado não costuma trazer tantos riscos como a gripe. Os sintomas da gripe são mais intensos e, na maioria das vezes, inviabiliza a realização de atividades diárias do doente”, explica a chefe do Centro de Epidemiologia da Secretaria da Saúde, Júlia Cordellini. 

De acordo com a médica, os pacientes com resfriado têm coriza, tosse e espirros, mas não costumam ter a disposição prejudicada. Júlia também ressalta que a gripe demanda mais atenção, pois pode evoluir rapidamente para pneumonia e infecções pulmonares principalmente nos grupos mais vulneráveis.

“A maior ocorrência de mortes por gripe foi constatada em idosos, acima de 60 anos, e pessoas com doenças crônicas, como alguma cardiopatia ou diabetes”, conta. Ela alerta para que a população que faz parte desses grupos tenha cuidado redobrado na presença dos sintomas da gripe e busque uma Unidade de Saúde o mais breve possível.

Tratamento

O protocolo elaborado pela Secretaria estadual da Saúde e pelo Ministério da Saúde para o atendimento de casos de Influenza recomenda a prescrição do antiviral Oseltamivir já no início dos sintomas da gripe. O medicamento é disponibilizado gratuitamente para toda a população pelo Sistema Único de Saúde. 

“Nossa orientação é que ele seja receitado a todos os casos suspeitos da doença, mesmo sem a confirmação laboratorial. O medicamento é mais eficaz nas primeiras 48 horas do quadro gripal, principalmente quando o paciente apresenta dificuldade para respirar”, ressalta Julia.

Prevenção

Para evitar a gripe, é recomendado lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar e ao chegar da rua. Outra orientação é cobrir a boca e o nariz com um lenço descartável quando for tossir ou espirrar. 

As superfícies e objetos que entram em contato frequente com as mãos, como mesas, teclados, maçanetas e corrimãos, devem ser limpos com álcool. Objetos de uso pessoal, como copos e talheres, alem de alimentos não devem ser compartilhados. Também é necessário evitar ambientes fechados e com aglomeração de pessoas.

Vacinação

Outra forma de prevenir a doença é a vacinação. O Paraná já vacinou 94% do grupo de risco, com 2,8 milhões de doses aplicadas. Mas de acordo com o coordenador estadual de Imunização, João Luís Crivellaro, ainda existe uma preocupação com as gestantes. 

“Esse é o único grupo de risco em que ainda não atingimos a meta. Apenas 74% das gestantes paranaenses foram imunizadas”, diz Crivellaro. As gestantes que ainda não foram imunizadas podem procurar uma Unidade de Saúde com vacinas disponíveis e solicitar sua dose.

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