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Anvisa registra 5 casos de coágulos em vacinados com AstraZeneca, mas descarta relação com vacina

Reuters
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Anvisa registra 5 casos de coágulos em vacinados com AstraZeneca, mas descarta relação com vacina
Profissional de saúde aplica dose de vacina da AstraZeneca em hospital de Brasília

12 de março de 2021 - 13:48 - Atualizado em 12 de março de 2021 - 13:50

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu cinco notificações de efeitos adversos em pessoas que receberam a vacina da AstraZeneca no país, com a formação de coágulos, mas em quatro deles não foi encontrada relação com a vacinação, enquanto um ainda está em estudo.

A informação foi divulgada nesta sexta-feira em entrevista de técnicos da Anvisa, depois do anúncio da concessão do registro definitivo da vacina no Brasil.

Segundo a gerente de Farmacovigilância da Anvisa, Helaine Carneiro, apenas um caso ainda está sendo analisado, mas até agora não foi possível relacionar o aparecimento dos coágulos nos pacientes com a aplicação da vacina.

Carneiro explicou que o aparecimento de coágulos é comum em pessoas mais velhas, e disse que as mais de 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca aplicadas no Brasil foram destinadas majoritariamente a idosos.

“Idosos podem ser acometidos por essas doenças independentemente de vacinação ou não, “afirmou.

Esta semana, países europeus como Áustria, Dinamarca e Noruega suspenderam a aplicação da vacina da AstraZeneca depois do registro da formação de coágulos em pessoas que foram vacinadas. As autoridades de saúde dos países informaram que a suspensão foi uma medida preventiva, já que não há como, no momento, relacionar os casos com a vacina.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Agência Europeia de Medicamentos indicaram que a vacinação deve continuar a ser aplicada e que não há provas da relação dos coágulos com a vacina.

A vacina da AstraZeneca, desenvolvida em parceira com a Universidade de Oxford e produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), recebeu nesta sexta-feira o registro definitivo da Anvisa. Até o momento, estava sendo aplicada com registro emergencial.

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