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Criança morre após contrair ameba que come o cérebro

Mais da metade dos casos registrados no mundo ocorreram no sul dos Estados Unidos

Renata
Renata Nicolli Nasrala / Editora
Criança morre após contrair ameba que come o cérebro
Lily Mae Avant, 10 anos, foi vítima de uma ameba rara que vive em águas mornas.

18 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 18 de setembro de 2019 - 00:00

Uma criança de dez anos morreu após contrair uma ameba conhecida por comer o cérebro das vítimas.

Lily Mae Avant teve contato com o protozoário naegleria fowleri ao mergulhar em um rio no Texas, nos Estados Unidos (EUA), e inalar água pelo nariz.

Conheça a ameba que come o cérebro das vítimas

De acordo com a escola Valley Mills, onde Lily estudava, sua morte foi confirmada na segunda-feira (16). “Estamos profundamente entristecidos”, afirmou a instituição nas redes sociais.

Conforme especialistas, a bactéria contraída pela criança pode ser encontrada em água doce e morna, como por exemplo lagos, rios, nascentes e piscinas aquecidas sem tratamento adequado.

A ameba entra no organismo quando a vítima mergulha em local contaminado e inala água pelo nariz.

Em seguida, o protozoário atinge o sistema nervoso central e provoca infecção no cérebro.  Há registro desse tipo de ameba no Brasil.

protozoário Naegleria fowleri

A ameba Naegleria fowleri entra pelo nariz e se instala no cérebro. (Foto: Wikimedia commons)

A naegleria fowleri causa meningoencefalite amebiana primária (MAP), doença aguda que leva à morte. Os sintomas se parecem com a meningite: febre, dor de cabeça, vômitos, intolerância à luz e ao barulho.

Conforme o jornal britânico The Independent, Lilly começou a sentir dor de cabeça e febre dois dias após nadar no rio, além de começar a agir de forma estranha e a se tornar incoerente.

No hospital, os médicos confirmaram que a criança tinha contraído a naegleria fowleri. 

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), do governo dos Estados Unidos, 34 infecções foram relatadas naquele país nos últimos de anos, de 2009 a 2018, o que demonstra que se trata de um fenômeno raro. Mais da metade dos casos registrados no mundo ocorreram no sul dos Estados Unidos.

A ameba resiste a altas temperaturas, suportando águas de até 45ºC. Para prevenir risco de contágio, recomenda-se não nadar em locais com água morna e parada e, caso entre na água, é necessário proteger o nariz.