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Alerta Mínimo: Lava Jato deflagra 66º fase em dois Estados

Segundo as investigações, um doleiro foi responsável produzir pelo menos R$ 110 milhões, em espécie, para viabilizar o pagamento de propinas

Mirian
Mirian Villa
Alerta Mínimo: Lava Jato deflagra  66º fase em dois Estados
A produção de dinheiro em espécie neste caso envolvia trocas de cheques (Foto: Divulgação/PF)

27 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 27 de setembro de 2019 - 00:00

A operação ‘Alerta Mínimo’ foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (27) pela 66º fase da Operação Lava Jato. Estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo (SP) e um em Natal (RN). As medidas cautelares foram expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

Alerta Mínimo investiga produção de dinheiro

O inquérito tem como foco principal a apuração de crimes de lavagem de dinheiro praticados por doleiros e funcionários de uma instituição financeira. Eles teriam atuado em benefício de empresas que contratavam com a Petrobras e necessitavam de dinheiro em espécie para o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

Durante a investigação da operação Alerta Mínimo foram obtidos documentos trazidos por colaboradores que indicaram que determinado doleiro teria sido responsável por produzir pelo menos R$ 110 milhões, em espécie, para viabilizar o pagamento de propinas.

A produção de dinheiro em espécie neste caso envolvia trocas de cheques obtidos junto ao comércio da grande São Paulo e abertura de contas sem documentação necessária ou com falsificação de assinaturas em nome de empresas do ramo imobiliário.

Gerentes de bancos estão envolvidos no esquema

A suspeita quanto à participação de gerentes de agências bancárias consistia em dar suporte às operações de desconto de cheques e elaborar justificativas internas a fim de evitar fiscalizações e ações de compliance da instituição financeira. Em troca, os funcionários recebiam comissões dos operadores e conseguiam vender produtos da agência para atingir metas.

O nome da operação faz referência ao fato de que os alertas de operações atípicas do sistema interno do banco para comunicação ao COAF passaram a ser encerrados, mediante a apresentação de justificativas pelos gerentes de agência, como se não houvesse indícios de lavagem de dinheiro.

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