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Alerta: 5 morcegos foram encontrados caídos em Araucária este ano

Redação RIC Mais
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17 de janeiro de 2017 - 00:00 - Atualizado em 17 de janeiro de 2017 - 00:00

Cinco morcegos foram encontrados caídos em Araucária. Foto: Arquivo Pixabay

O animal é um dos principais transmissores da raiva; uma doença que afeta o sistema nervoso central e pode levar à morte

Na primeira quinzena de 2017, cinco morcegos já foram encontrados caídos no chão na região central de Araucária. Todos foram encaminhados para análise do Laboratório Central do Estado (Lacen) para verificar se havia contaminação pelo vírus da raiva.

Em 2016 a cidade identificou um morcego caído em região urbana com a doença e em 2015 foram dois casos. Por isso, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), alerta aos moradores a não tocarem o animal caso encontrem algum. A precaução também é válida para os animais de estimação, que não devem ser deixados em contato com morcegos, pois caso estes estejam contaminados com a raiva, podem transmitir o vírus.

Alguns sinais da doença geralmente estão associados a sintomas ou hábitos não comuns dos morcegos, como por exemplo, estar com dificuldade para voar, agressividade, desorientação, voos de dia (o normal seria à noite) ou caído no chão. A raiva é uma doença grave que afeta o sistema nervoso central e pode levar à morte. 

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Mesmo com o potencial da transmissão de doenças, o médico-veterinário do CCZ Jessé Henrique Trupel alerta que os morcegos devem ser preservados, pois são muito importantes para o controle de insetos. Cada morcego come em média três mil mosquitos por dia.

O CCZ solicita que se alguém encontrar um morcego caído no chão, entre em contato com o serviço (pelo telefone 3901-5286) para que seja recolhida uma amostra do animal e seja encaminhada para análise. O ato é importante para que os possíveis casos sejam notificados e ações de saúde pública sejam organizadas. A primeira orientação é que a pessoa coloque um balde em cima do animal para que ele possa posteriormente ser recolhido pela equipe de saúde.

“Precisa haver o cuidado de não pegar o animal nas mãos, pois ele pode arranhar ou morder instintivamente. Lembrando que é normal esses animais voarem no céu e estarem em seu habitat. O problema incide se forem em ocasiões suspeitas. Não devemos capturá-los ou matá-los só por maldade. Nem todos estão contaminados com a raiva e eles são importantes para o equilíbrio da fauna e da flora, pois ajudam a espalhar sementes e no controle de insetos”, ressalta Trupel.

Se alguém tiver contato por acidente com esse mamífero, deve lavar bem o local ferido e procurar uma unidade básica de saúde para obter atendimento. A Secretaria de Estado da Saúde (SESA) registrou o último caso de raiva humana no Paraná em 1987. Em 2005 foi notificado um caso de raiva canina/felina no estado (no ciclo urbano, no ciclo silvestre o vírus continua circulando em animais como morcegos).

 

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