Agronegócio

Soja recua de máxima de mais de 4 anos em meio a forte demanda

Reuters
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12 de novembro de 2020 - 19:54 - Atualizado em 12 de novembro de 2020 - 19:54

Por Tom Polansek

CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros da soja negociados em Chicago recuaram nesta quinta-feira, uma sessão depois de atingirem o maior nível em cerca de quatro anos e meio, e os futuros do milho se afastaram de uma máxima de mais de um ano.

Os mercados perderam o fôlego após o rali desencadeado por um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulgado na terça-feira, que projetou os estoques domésticos de milho e soja nos menores níveis em sete anos.

Realizações de lucros e vendas técnicas adicionaram pressão ao milho, segundo operadores. Na quarta-feira, o contrato março do cereal atingiu uma máxima de 4,3575 dólares por bushel, antes de devolver ganhos e terminar o dia abaixo do valor de fechamento de terça-feira.

“Ontem o milho para março teve uma reversão importante”, disse Don Roose, presidente da corretora U.S. Commodities. “Esse é um sinal-chave de que ou atingimos um pico intermediário, ou um pico máximo. Sendo um pico máximo, você não pode voltar lá tão cedo.”

O contrato mais ativo da soja fechou em queda de 7 centavos de dólar, a 11,4550 dólares por bushel. Na quarta, os preços atingiram o mais alto nível desde junho de 2016, a 11,6225 dólares.

O milho recuou 9 centavos, para 4,0825 dólares/bushel. O trigo cedeu 9,75 centavos, a 5,8825 dólares o bushel, atingindo o menor valor desde 12 de outubro.

(Reportagem de Tom Polansek, em Chicago; reportagem adicional de Gus Trompiz, em Paris, e Naveen Thukral, em Cingapura)