Agronegócio

Soja e milho recuam em Chicago com pressão de colheita nos EUA; trigo se firma

Reuters
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24 de setembro de 2020 - 16:57 - Atualizado em 24 de setembro de 2020 - 17:00

Por Mark Weinraub

CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros do milho e soja negociados em Chicago recuaram para os menores níveis em uma semana nesta quinta-feira, com investidores realizando os lucros de um rali recente em momento em que as colheitadeiras avançam pelo Meio-Oeste dos Estados Unidos, disseram operadores.

“Os grãos parecem estar totalmente em modo ‘realização de lucros’ nesta semana, à medida que a colheita de 2020 ganha ritmo, com os relatos de produtividade (especialmente para a soja) inegavelmente resultando em frases como ‘melhor que o esperado’ ou ‘produtor satisfeito’, apesar da seca em grande parte do coração do Cinturão do Milho neste verão (do Hemisfério Norte)”, disse em nota o diretor de informações de mercado da StoneX, Matt Zeller.

Uma enxurrada de vendas de soja dos EUA para exportação à China, aliada aos temores de danos climáticos às safras norte-americanas, havia desencadeado um rali nos preços em Chicago.

Nesta quinta, porém, o Departamento de Agricultura dos EUA não confirmou novas transações de soja para compradores chineses, quebrando uma série de 14 dias seguidos com registros de vendas.

Os futuros do trigo, enquanto isso, terminaram o dia em alta, com especuladores cobrindo posições vendidas após o dólar se consolidar ao redor de uma máxima de dois meses. O rali da moeda, que torna as commodities precificadas na divisa norte-americana mais caras para compradores externos, resultou na desvalorização do cereal recentemente.

O contrato novembro da soja fechou em queda de 14,50 centavos de dólar, a 10,00 dólares por bushel, e o milho para dezembro recuou 5 centavos, para 3,6350 dólares o bushel. Ambos os contratos atingiram seus menores níveis desde 16 de setembro.

O trigo para dezembro teve alta de 0,75 centavo, a 5,4975 dólares o bushel.

(Reportagem adicional de Naveen Thukral, em Cingapura, e Gus Trompiz, em Paris)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447745))

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