Agronegócio

Soja atinge pico de 4 anos por preocupações com oferta e seca na América do Sul

Reuters
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20 de novembro de 2020 - 18:55 - Atualizado em 20 de novembro de 2020 - 18:55

Por Karl Plume

CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros da soja nos EUA subiram pela sexta sessão consecutiva nesta sexta-feira e atingiram uma máxima de quatro anos, devido a temores relacionados a condições de seca nas principais áreas da América do Sul e preocupações com a diminuição da oferta dos EUA.

O milho também ganhou com as fortes exportações e preocupações com a seca na América do Sul, enquanto o trigo terminou misto.

Todos os três mercados terminaram abaixo de suas máximas da sessão, já que a realização de lucros no final da semana reduziu os ganhos.

Ainda assim, o milho e a soja registraram sólidos ganhos semanais pela terceira semana consecutiva.

“Há uma preocupação com a escassez no mercado este ano”, disse Michael Magdovitz, analista de commodities do Rabobank.

“Estamos entrando em um período em que há maior necessidade de umidade para a safra brasileira e não há tanta safra dos EUA para vender.”

Embora alguma chuva tenha atingido os cinturões de grãos do Brasil e da Argentina, mais umidade é vista como necessária para completar o plantio de soja e milho e impulsionar o desenvolvimento da safra.

A soja para janeiro fechou em alta de 3,50 centavos, a 11,81 dólares por bushel, após atingir o pico anterior de 11,9675 dólares, sua máxima de contrato e maior valor para um contrato mais ativo desde 13 de junho de 2016.

O milho para dezembro terminou 0,75 centavo mais alto, a 4,2325 dólares por bushel. O trigo para dezembro da CBOT fechou em alta de 1,50 centavo, a 5,9325 dólares por bushel.

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