Agronegócio

Soja atinge máxima de 2 anos em Chicago com demanda chinesa e compras por fundos

Reuters
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16 de setembro de 2020 - 17:51 - Atualizado em 16 de setembro de 2020 - 17:55

Por Julie Ingwersen

CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros da soja negociados em Chicago atingiram máximas de dois anos nesta quarta-feira, diante da firme demanda da China pela oleaginosa e de compras por fundos, disseram analistas.

Os futuros do milho e trigo acompanharam a soja e também terminaram o dia em alta, com suporte adicional do salto de mais de 4% nos preços do petróleo. O milho e o óleo de soja por vezes seguem as cotações da energia, já que são matérias-primas para etanol e biodiesel.

O contrato novembro da soja fechou em alta de 19,75 centavos de dólar, a 10,1125 dólares por bushel, depois de atingir a marca de 10,1375 dólares, máxima contratual e maior nível para um vencimento mais ativo desde junho de 2018, em gráfico contínuo.

O milho para dezembro avançou 5,75 centavos, para 3,7175 dólares o bushel, após tocar 3,72 dólares –uma máxima de seis meses– já no final da sessão. O vencimento dezembro do trigo teve alta de 3,75 centavos, a 5,42 dólares/bushel.

A soja liderou os avanços no dia, ampliando os ganhos depois de o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) confirmar a venda de 327 mil toneladas da oleaginosa para a China, no nono dia consecutivo de anúncios do gênero.

As compras técnicas ganharam força após o contrato novembro superar sua máxima anterior, de 10,0875 dólares.

“A soja comandou as altas nos complexos de grãos e oleaginosas à medida que o dinheiro de fundos entra… por expectativas de um balanço mais ajustado, conforme os rendimentos da safra diminuem e a demanda chinesa aumenta”, disse o analista Arlan Suderman, da StoneX, em nota a clientes.

(Reportagem de Julie Ingwersen em Chicago, com reportagem adicional de Gus Trompiz em Paris e Naveen Thukral em Cingapura)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447745))

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