Agronegócio

Sauditas suspendem 5 frigoríficos no Brasil após casos de ‘vaca louca’

Reuters
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Sauditas suspendem 5 frigoríficos no Brasil após casos de ‘vaca louca’
Frigorífico de carne bovina

14 de setembro de 2021 - 20:46 - Atualizado em 14 de setembro de 2021 - 20:50

SÃO PAULO (Reuters) – A Arábia Saudita suspendeu importações de carne bovina oriundas de cinco frigoríficos do Brasil, que registrou dois casos atípicos de “vaca louca” no início deste mês, informou o Ministério da Agricultura nesta terça-feira.

Segundo a pasta, as cinco plantas estão em Minas Gerais, Estado em que um dos casos de vaca louca foi identificado. A segunda ocorrência da doença foi registrada em Mato Grosso.

A informação foi publicada inicialmente pelo jornal Valor Econômico, indicando que o Brasil foi notificado pelo país árabe em 9 de setembro, três dias após a suspensão.

“O motivo (da suspensão) está relacionado à ocorrência da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como o ‘mal da vaca louca’, apesar da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) ter concluído, no último dia 6 de setembro, que não há risco de contaminação do rebanho por ser atípica”, disse o ministério em nota enviada à Reuters.

“Estão sendo realizadas reuniões, mas não há ainda previsão sobre a retirada das suspensões”, acrescentou a pasta, ressaltando que já foram encaminhadas informações técnicas sobre o caso para as autoridades sanitárias da Arábia Saudita.

Maior exportador de carne bovina do mundo, o Brasil já havia suspendido embarques para seu principal cliente, a China, após a confirmação dos casos atípicos de vaca louca, em linha com um protocolo sanitário assinado pelos dois países.

Dados da associação de exportadores de carnes Abiec mostram que a Arábia Saudita ocupa a nona posição entre os maiores compradores da proteína bovina do Brasil.

O ministério disse nesta terça que as exportações para a China seguem suspensas devido aos casos da doença, acrescentando que ainda não pode projetar quando os embarques serão retomados.

Abiec e Abrafrigo, duas associações que representam empresas do setor, não responderam de imediato a pedidos por comentários.

(Por Roberto Samora, Gabriel Araujo e Nayara Figueiredo)

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