Agronegócio

Safra de milho dos EUA recorde depende de produtores do sul e leste em meio a seca no oeste

Reuters
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Safra de milho dos EUA recorde depende de produtores do sul e leste em meio a seca no oeste
Milho em Tiskilwa, Illinois

15 de julho de 2021 - 20:26 - Atualizado em 15 de julho de 2021 - 20:30

Por Mark Weinraub

CHICAGO (Reuters) – Plantio oportuno, boas chuvas de primavera e temperaturas suaves de verão aumentaram as expectativas para uma colheita abundante nas partes leste e sul do cinturão de milho dos EUA, onde grande produção de grão será necessária para compensar o estresse da seca na safra do oeste.

Com os preços do milho pairando perto das máximas de oito anos, o mundo está dependendo da grande safra dos EUA para compensar a escassez no Brasil, o segundo maior exportador após os EUA, onde a safra foi atingida pela seca e geada inoportuna.

Forte demanda de exportação pela China e outros, uma recuperação na produção do etanol com a volta dos motoristas às estradas após pausas devido à Covid-19 e o aumento do consumo do setor de ração significa que os consumidores finais precisarão de cada bushel que os agricultores americanos puderem produzir.

“Eu estou olhando para provavelmente uma safra recorde se isso terminar bem”, disse Eric Honselman, que cultiva milho e soja em 2 mil acres (810 hectares) perto de Casey, Illinois. “Acabamos de ser abençoados.”

O governo dos EUA estimou na segunda-feira que a safra dos país teria uma média recorde de 179,5 bushels por acre em 2021. Se confirmado, a produção total de milho dos EUA alcançaria 15,165 bilhões de bushels, alta de 6,9% em relação ao ano anterior e a maior de todos os tempos.

A estimativa foi feita apesar das preocupações com os solos secos nas regiões norte e oeste do Cinturão do Milho, onde os agricultores viram sua safra de trigo na primavera murchar e as classificações de condição para o milho caíram drasticamente ao longo de junho e início de julho.

A história recente mostra que seria necessário um desastre climático para que a safra de milho caísse abaixo da previsão de produtividade de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), que se equiparou ao valor que vinha prevendo desde fevereiro.

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