Agronegócio

Rússia restringe compra de carne bovina do Brasil após casos de ‘vaca louca’

Reuters
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Rússia restringe compra de carne bovina do Brasil após casos de ‘vaca louca’
Frigorífico de bovinos

17 de setembro de 2021 - 13:06 - Atualizado em 17 de setembro de 2021 - 13:10

SÃO PAULO (Reuters) – A Rússia impôs restrições a frigoríficos brasileiros de carne bovina depois que dois casos atípicos da doença da “vaca louca” foram detectados neste mês no país sul-americano, segundo o órgão regulador agrícola russo.

As restrições entraram em vigor na quarta-feira, informou o serviço de inspeção russo Rosselkhoznadzor em seu site, determinando que a importação da proteína dos Estados de Mato Grosso e Minas Gerais, onde foram encontrados os casos de vaca louca, só pode acontecer se for de gado abatido com 30 meses ou menos. A informação foi publicada inicialmente pelo jornal Valor Econômico.

A carne também precisaria de certificação veterinária quanto à idade dos animais abatidos, disse o regulador, acrescentando que as restrições também valem para importação de gado vivo.

A Rússia pode liberar produtos desossados ​​enviados dos dois Estados antes das restrições, mas testes de segurança e de laboratório serão necessários.

O Ministério da Agricultura do Brasil não respondeu de imediato a um pedido de comentários.

A medida ocorre depois que a Arábia Saudita suspendeu as importações de carne bovina de cinco frigoríficos brasileiros localizados em Minas Gerais, também em função da ocorrência da doença.

Na sequência dos caso de “vaca louca”, o Brasil –o maior exportador mundial de carne bovina– também suspendeu temporariamente os embarques da proteína para seu principal cliente, a China, em linha com um protocolo de saúde assinado entre os dois países.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) exclui a ocorrência de casos de “vaca louca” atípica para efeitos do reconhecimento do status oficial de risco do país, já que não oferece riscos, informou o Ministério da Agricultura anteriormente. Ainda assim, esses países estão restringindo as compras.

(Por Ana Mano e Gabriel Araujo)

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