Agronegócio

Rumo espera reduzir permanência de vagões em Paranaguá com nova operação em terminal

Reuters
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26 de março de 2021 - 20:33 - Atualizado em 26 de março de 2021 - 20:33

Por Nayara Figueiredo

SÃO PAULO (Reuters) – A Rumo, maior operadora de ferrovias do Brasil, assumirá integralmente os serviços de descarga do terminal da Rocha em Paranaguá (PR) a partir deste sábado, o que segundo a companhia deve permitir redução no tempo de permanência de vagões no porto, entre outros efeitos.

Segundo a companhia, o chamado “full service” operacional oferecido aos clientes foi construído por meio de uma sinergia com as empresas Cotriguaçu e Rocha e tem objetivo de proporcionar uma maior fluidez na operação ferroviária, com ganhos que envolvem desde a redução na quantidade de manobras até o aumento no nível de segurança dentro dos terminais.

A execução da obra, iniciada durante o segundo semestre de 2020 e concluída em fevereiro deste ano, contou com investimento de 7,6 milhões de reais.

“É um projeto novo e pioneiro, portanto, 2021 ainda será um ano de maturação. Entretanto, já esperamos benefícios ainda esse ano, devido à melhoria nos encostes e movimentações nesses terminais, além de aumentarmos a capacidade de absorver oscilações de chegada de vagões causados por fatores externos”, disse a empresa à Reuters em nota.

“Outro impacto esperado é a redução no tempo de permanência desses vagões no porto”, acrescentou.

A Rumo disse que os investimentos foram aplicados na construção de quatro novas linhas ferroviárias que passaram a integrar e fazer conexões com as linhas já existentes dos terminais. Além dos trabalhos no terminal da Rocha, a empresa já havia iniciado em fevereiro as manobras no terminal da Cotriguaçu.

Juntos, os dois terminais receberam em 2020 aproximadamente 6 milhões de toneladas úteis, valor que corresponde a cerca de 30% do volume de grãos embarcado pelo corredor de exportação, afirmou a empresa.

Em números gerais, a Rumo estima um aumento de 28% na descarga ferroviária dos dois terminais na comparação com 2020. Ainda entre os ganhos potenciais, a companhia destacou a redução no tempo de permanência para encoste e retirada, e a diminuição de 48% no manuseio de vagões.

“Com a criação das quatro novas linhas, melhoraremos substancialmente as movimentações dos trens para encoste e retirada, com maior número de movimentações internas, evitando que a passagem em nível da avenida Coronel José Lobo seja bloqueada para manobras”, disse no comunicado o diretor da Execução Sul da Rumo, Israel Castro e Souza.

A concessionária também estima uma redução de até 15% na taxa de ocupação da passagem em nível.

(Por Nayara Figueiredo)

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