Agronegócio

Preços do petróleo tocam máxima de 11 meses com apoio de corte de produção saudita

Reuters
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12 de janeiro de 2021 - 08:18 - Atualizado em 12 de janeiro de 2021 - 08:20

Por Alex Lawler

LONDRES (Reuters) – Os preços do petróleo tocaram uma máxima de 11 meses nesta terça-feira, com o Brent, referência global, aproximando-se de 57 dólares por barril em meio a uma oferta mais apertada e expectativas de queda nos estoques dos Estados Unidos, o que compensou preocupações com os casos de coronavírus pelo mundo.

A Arábia Saudita planeja cortar sua produção em 1 milhão de barris por dia (bpd) adicionais em fevereiro e março para evitar que os estoques cresçam.

O petróleo Brent subia 0,82 dólar, ou 1,47%, a 56,48 dólares por barril, às 8:12 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,72 dólar, ou 1,38%, a 52,97 dólares por barril.

Mais cedo, o Brent chegou a tocar 56,75 dólares, maior nível desde fevereiro passado.

“A Arábia Saudita em particular está garantindo, por meio de seus cortes adicionais e voluntários de oferta, que o mercado fique com pouca oferta”, afirmou Eugen Weinberg, do Commerzbank.

O corte saudita é parte de um acordo liderado pela Opep, no qual a maioria dos produtores manterá a produção estável em fevereiro. Cortes recordes de oferta da Opep e seus aliados em 2020 ajudaram o petróleo a se recuperar de baixas históricas vistas em abril. E alguns analistas consideram prováveis ganhos adicionais.

“Aconselhamos os investidores com alta tolerância ao risco a comprarem Brent ou se desfazerem de apostas em riscos de queda nos preços”, disse Giovanni Staunovo, do UBS, em um relatório nesta terça-feira.

O petróleo também ganhou com a expectativa de uma queda nos estoques dos EUA. Analistas esperam que os estoques de petróleo caiam 2,7 milhões de barris, o que representaria a quinta semana consecutiva de recuo.

O primeiro dos dois relatórios sobre os níveis de estoque a serem divulgados na semana, do Instituto Americano do Petróleo (API), será divulgado nesta terça-feira.

Perspectivas de mais estímulos econômicos nos EUA sob o comando do presidente-eleito Joe Biden também deram apoio adicional, enquanto preocupações com os crescentes casos de coronavírus ao redor do globo limitavam a alta.

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