Agronegócio

Preços do açúcar bruto fecham quase estáveis em NY; café recua

Reuters
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9 de junho de 2021 - 17:54 - Atualizado em 9 de junho de 2021 - 18:01

Por Marcelo Teixeira e Maytaal Angel

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE se estabilizaram nesta quarta-feira, com operadores avaliando o aumento dos preços do petróleo e o retorno das chuvas no maior produtor atingido pela seca, Brasil.

O café fechou em queda, após atingir máxima de quatro anos e meio na semana passada.

AÇÚCAR

* Açúcar bruto para julho fechou em leve alta de 0,02 centavos de dólar, ou 0,1%, para 17,73 centavos de dólar por libra-peso.

* Os preços do petróleo atingiram máximas de dois anos, com sinais de forte demanda por combustível nas economias ocidentais, e enfraquecimento de expectativas do retorno de oferta do Irã. [O/R]

* O aumento dos preços dos combustíveis pode levar usinas de cana-de-açúcar brasileiras a aumentar produção de etanol baseado em cana, às custas do açúcar.

* Entretanto, operadores afirmaram que as chuvas atuais no maior produtor, Brasil, devem deter investidores de aumentarem suas apostas no aumento dos preços do açúcar.

* As chuvas desta semana nas regiões centro-sul do Brasil irão, provavelmente, melhorar a produtividade para a cana ser colhida no fim da temporada.

* Açúcar branco para agosto fechou em queda de 2,20 dólares, ou 0,5%, para 463,30 dólares a tonelada.

CAFÉ

* Café arábica para julho fechou em queda de 0,5 centavos de dólar, ou 0,3%, para 1,572 dólar por libra-peso. A commodity atingiu a máxima de quatro anos e meio na semana passada, porém registrou queda desde então.

* Operadores afirmaram que chuvas foram registradas em diversas áreas de café no Brasil, maior produtor, aliviando preocupações da safra do ano que vem, após seca prolongada prejudicar a safra atual.

* “A previsão IRI é de provável de clima seco pelo o restante do ano no sul do Brasil. Entretanto, na nossa opinião, ainda é muito cedo para especular com muita certeza para (a safra) 2022/23”, afirmou Rabobank em nota.

* Café robusta para setembro fechou em queda de 13 dólares, ou 0,8%, para 1.608 dólares a tonelada. Após ter atingido máxima de dois anos e meio na terça-feira, em 1.693 dólares.

(Marcelo Teixeira e Maytaal Angel)

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