Agronegócio

Paradas no refino e menor mistura de biodiesel elevam importações de diesel, diz Stonex

Reuters
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28 de abril de 2021 - 16:52 - Atualizado em 28 de abril de 2021 - 16:55

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) – As importações de diesel pelo Brasil devem crescer diante de paradas para manutenção de refinarias da Petrobras e de uma redução da mistura obrigatória de biodiesel no combustível fóssil vendido nos postos, apontou nesta quarta-feira a consultoria StoneX.

No primeiro trimestre, a Petrobras chegou a manter o fator de utilização do parque de refino em 82%, ante 84% no quarto trimestre, apesar de quatro unidades em manutenção, conforme disse a petroleira na véspera.

No entanto, as paradas, juntamente com uma menor demanda por gasolina, fez com que a taxa de utilização ficasse entre 60-62% nas três primeiras semanas de abril, de acordo com a consultoria.

“Com isso a nossa projeção de demanda líquida por importações de diesel para abril sai de 1,3 milhão de metros cúbicos para 1,55 milhão –quase 37 carregamentos ‘full’ de diesel”, disse o chefe da área de óleo e gás da StoneX, Thadeu Silva, em nota a clientes.

No primeiro trimestre, as importações de diesel pela Petrobras dispararam 678%, para 70 mil barris ao dia, devido às paradas programadas nas refinarias.

Além disso, segundo o especialista, a redução da mistura obrigatória de biodiesel no diesel comum, de 13% para 10%, definida para o bimestre maio e junho, irá trazer uma demanda extra perto de 140 mil metros cúbicos por mês para o diesel. O governo optou por reduzir provisoriamente o percentual diante de uma alta dos preços do biocombustível, seguindo avanço no valor do óleo de soja, principal matéria-prima.

Para Silva, o cenário de aperto no balanço de diesel deverá permanecer até pelo menos o final de junho.

No caso da gasolina, o analista explicou que a demanda “está voltando gradualmente”, o que deve trazer um alívio parcial para o refino da Petrobras poder voltar a crescer.

“Entretanto, é um movimento gradual que deve ocorrer ao longo de dois-três meses, ao mesmo tempo que a safra de cana deve trazer maior competição do etanol e as formuladoras privadas seguem produzindo gasolina muito acima do ano passado.”

(Por Marta Nogueira)

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